Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 20/03/2014
  • 22:30
  • Atualização: 22:35

Reunião no TRT termina sem acordo sobre descondo nos salários

Tribunal deve julgar multa da greve dos rodoviários no mês que vem

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  • Correio do Povo

Representantes do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbanos de Passageiros de Porto Alegre se reuniram nesta quinta-feira, no Tribunal Regional do Trabalho da quarta região (TRT), para uma audiência a fim de discutir a multa de R$ 1,2 milhão correspondente ao desrespeito a ação judicial que considerou a greve abusiva.

As empresas de ônibus foram autorizadas a descontar dos empregados os 15 dias de greve em que o serviço permaneceu parado. Na reunião, as partes foram convidadas à conciliação referente ao pagamento dos dias parados e chegou a ser proposto que fosse descontado sete dias dos que devem ser pagos, mas não houve conciliação.

A multa foi fixada caso os grevistas não mantivessem 70% da frota nos horários de pico e 30% no demais horários. Para o pagamento da multa foi acordado entre as empresas que fossem descontados dois dias por mês do salário dos funcionários, porém algumas delas descontaram sete dias, em dois meses.

O advogado do Sindicato das empresas, Alceu de Mello Machado, afirmou que todas as empresas, a partir do próximo mês irão descontar os dois dias, conforme o combinado, até fechar a soma de 15 dias de paralisação. Já o advogado da comissão de negociação, Antonio Escosteguy Castro, afirmou que no seu entendimento as empresas deveriam aceitar diminuir os dias de desconto, já que foram dias que não foram trabalhados, mas como as empresas não levaram adiante, permanece a frustração por parte dos trabalhadores.

Processo pode ser julgado em 28 de abril

A previsão é de que, no dia 28 de abril a decisão sobre a greve ser abusiva, que ocorreu em caráter liminar, seja apreciada pela Sessão de Dissídios Coletivos do TRT. Porém, até o julgamento a decisão tem eficácia. Esta ação tramita separada do processo que tratou das cláusulas do dissídio, julgado em 17 de fevereiro pelo Tribunal.

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