Porto Alegre, sábado, 22 de Novembro de 2014

  • 24/03/2014
  • 07:44
  • Atualização: 07:53

Rodoviários culpam empresas por morte de ciclistas em Porto Alegre

Motoristas alegam que são vítimas de falta de condições de trabalho

Rodoviários culpam empresas por morte de ciclistas em Porto Alegre | Foto: Ricardo Gusti / CP Memória

Rodoviários culpam empresas por morte de ciclistas em Porto Alegre | Foto: Ricardo Gusti / CP Memória

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  • Correio do Povo

A falta de condições de trabalho foi o motivo da morte de duas ciclistas na semana passada, em Porto Alegre, segundo o integrante da Comissão dos Rodoviários, Alceu Weber. Ele informou ontem que está cobrando da STS e da Unibus o cumprimento do decreto 3.048, que determina a comunicação de acidente de trabalho dos dois motoristas envolvidos.

• Polícia intima testemunhas de atropelamentos de ciclistas

“Normalmente, em vez de as empresas fazerem o que tem que ser feito, acabam culpando os funcionários”, explicou. “Os profissionais se envolveram em um acidente de trabalho e estão sofrendo de estresse pós-traumático”, disse. Weber ressaltou que são necessárias providências e ajustes das linhas, já que o tempo da tabela de horários das viagens é, muitas vezes, curto. O laudo do tacógrafo dos veículos está previsto para ser finalizado em 30 dias e deve confirmar se os condutores estavam dentro do limite de velocidade. Ambos podem responder por homicídio culposo.

Hoje o delegado responsável pelo caso, Cristiano de Castro Reschke, irá intimar testemunhas para ajudarem a solucionar o caso. As duas ciclistas foram atropeladas por coletivos nessa quinta-feira. Patrícia Silva de Figueiredo, 21 anos, circulava na avenida Érico Veríssimo quando foi atingida por um coletivo da linha Belém Velho, consórcio STS, próximo à Venâncio Aires. Já Daíse Duarte Lopes, 19, estava pedalando no cruzamento da rua Martim Félix Berta com a 6 de Novembro e foi atropelada por um veículo da Unibus. Ambas eram estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). A instituição manifestou luto pela perda das alunas.

Em média, 20 pessoas se ferem por dia em acidentes de trânsito em Porto Alegre. Até 20 de março, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) havia contabilizado 1.601 pessoas que sofreram lesões e 25 que perderam a vida.

TRF4 quer soluções para o trânsito

"Temos mais de 5 mil pessoas que circulam todos os dias nos prédios do TRF4 e da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul, além das partes e advogados que vêm em busca dos serviços. Estamos com o trânsito e a circulação na área esgotados e precisamos de soluções". Com esta avaliação inicial, o diretor-geral do Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF4), Luiz Izidoro Zorzo, apresentou dados concretos dos problemas enfrentados na região ao diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari. Eles estiveram reunidos na sede do tribunal.

Zorzo chamou a atenção para os problemas de mobilidade urbana na área do bairro Praia de Belas, em Porto Alegre, onde fica o complexo de prédios públicos federais, como a Receita Federal e o IBGE. Ele estima que o movimento deve aumentar porque em breve outros prédios devem começar a funcionar, além do movimento do Acampamento Farroupilha, que este ano será estendido para três meses.

Zorzo e o assessor chefe da Diretoria-Geral do tribunal, Flávio Visentini, juntamente com representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do RS (Sintrajufe), apresentaram reivindicações à EPTC para melhorar o trânsito e a circulação na região. Entre as principais, a implantação de uma linha de lotação que passe em frente aos prédios, para diminuir o uso de veículos particulares.

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