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26/03/2014 19:28 - Atualizado em 26/03/2014 19:46

Astrônomos descobrem pequeno corpo celeste com anéis no Sistema Solar

Estudo teve participação de 11 brasileiros na descoberta de objeto chamado Chariklo

Artigo internacional teve participação de 11 brasileiros na descoberta e objeto chamado Chariklo<br /><b>Crédito: </b> Observatório Nacional/Divulgação CP
Artigo internacional teve participação de 11 brasileiros na descoberta e objeto chamado Chariklo
Crédito: Observatório Nacional/Divulgação CP
Artigo internacional teve participação de 11 brasileiros na descoberta e objeto chamado Chariklo
Crédito: Observatório Nacional/Divulgação CP

Uma sequência de observações e estudos feitos no ano passado por astrônomos de vários países, incluindo pesquisadores do Brasil, permitiu a descoberta de anéis em um corpo celeste do tipo centauro, objetos entre asteroides e cometas que orbitam o Sol em órbitas instáveis. O centauro denominado Chariklo está situado entre as órbitas de Saturno e Urano, e tem dois anéis, distantes cerca de 9 quilômetros um do outro.

O artigo descrevendo a descoberta foi publicado na revista Nature, nesta quarta-feira, assinado por 62 astrônomos, sendo 11 brasileiros, dos quais cinco trabalham no Observatório Nacional (ON), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Os anéis foram batizados pelos descobridores como Oiapoque, para o mais largo, enquanto o outro foi denominado Chuí, mas a confirmação dos nomes depende ainda da IAU (sigla em inglês para União Astronômica Internacional).

A descoberta põe por terra a tese que vigorava até então, de que somente os planetas gigantes (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) teriam massa suficiente para formar anéis. O astrônomo Roberto Vieira Martins, do ON, relatou que o fenômeno foi visto em sete observatórios localizados na América Latina, com destaque para Chile, Uruguai, Argentina e Brasil. O projeto resultou de cooperação entre o ON, o Observatório de Paris e o Instituto de Astrofísica de Andaluzia, na Espanha.

Martins esclareceu que a observação faz parte de um programa de longo prazo que pretende entender como o sistema solar se formou e como evoluiu no início de sua vida. “Dentro desse projeto, a gente observou esse objeto particular e descobriu, por acaso, que ele tinha anéis. A importância do anel é que, até hoje, só se conhecia anéis nos grandes planetas do sistema solar. Nenhum outro objeto tinha anel”, sustentou.

O Chariklo Centauro é um objeto com 250 quilômetros de diâmetro, sendo bem menor do que a Lua. Fora a surpresa da descoberta, os astrônomos vão se dedicar agora a tentar explicar como isso ocorreu, porque o mecanismo de formação de anéis que a astronomia conhece hoje está ligado a planetas gigantes.

O pesquisador reiterou que, a partir do entendimento sobre o Chariklo, que é o maior de seu tipo, os astrônomos poderão ter uma boa ideia sobre a formação e evolução do próprio sistema solar. “É muito importante para saber por que ele tem a cara que apresenta hoje, inclusive para poder tirar conclusões se um sistema como o nosso é comum ou não no Universo”.


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Fonte: Agência Brasil






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