Porto Alegre, sábado, 29 de Novembro de 2014

  • 28/03/2014
  • 23:09
  • Atualização: 23:17

Venezuela atualiza para 37 os mortos em protestos no país

Ministério Público investiga 81 violações a direitos humanos e registra 168 pessoas presas

Venezuela atualiza para 37 os mortos em protestos | Foto: George Castelano / AFP / CP

Venezuela atualiza para 37 os mortos em protestos | Foto: George Castelano / AFP / CP

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  • Agência Brasil

A procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega Diaz, informou nesta sexta-feira que subiu para 37 o número de mortes ocorridas em meio aos protestos registrados nas últimas seis semanas no país. O órgão também divulgou que, até o momento, investiga 81 denúncias de violações de direitos humanos. "Há 17 servidores dos corpos de polícia e militares privados de liberdade, três com medidas cautelares substitutivas e sete ordens de detenção ainda não cumpridas", disse a procuradora.

Em uma entrevista coletiva, Luísa Ortega detalhou que, do total de mortos, 29 eram civis e oito militares e funcionários do governo. A quantidade de pessoas feridas também subiu para 559. Ao todo, 379 são civis e 180 militares e policiais. “Há ainda 168 pessoas presas”.

De acordo com ela, o Ministério Público tem orientado os organismos da polícia quanto ao respeito aos direitos humanos, pois "o Estado venezuelano tem como política permanente a cultura de respeito". Aspecto que, no seu entender, deve estar presente nas abordagens policiais das manifestações, em qualquer conflito. A procuradora admitiu que durante os protestos "ocorreram ações individuais de pessoas que fazem parte de um organismo, que cometeram irregularidades. Mas podem ter a certeza de que vamos castigar e sancionar quem for responsável por tais fatos", acrescentou.

Uma das principais queixas do movimento estudantil e de opositores diz respeito a supostos excessos, cometidos pela polícia, na repressão aos manifestantes. Entretanto, além de informar que está orientando os policiais, o governo diz que a repressão é dirigida aos que atuam de forma violenta, com atos de vandalismo e depredações do patrimônio público. Nesta sexta, estudantes de todo o país participaram de uma manifestação convocada pelo governo em Caracas e, além disso, o governo continua com as conferências regionais de paz, com foco nas regiões com maior resistência ao governo.


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