Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 11/04/2014
  • 07:42
  • Atualização: 08:03

Terremoto de 6,2 graus mata uma pessoa na Nicarágua

Abalo deixou 33 feridos e mais de 800 casas destruídas

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  • AFP

Um terremoto de 6,2 graus na escala Richter sacudiu na quinta-feira o território da Nicarágua e deixou um morto, 33 feridos, mais de 800 casas destruídas e milhares de desabrigados. O presidente do país, Daniel Ortega, decretou alerta vermelho após o tremor. "A partir deste momento estamos passando ao alerta vermelho, que significa colocar o máximo", disse Ortega. O presidente destacou que decidiu elevar o nível de alerta porque o terremoto "provocou danos em uma área ampla de nosso país", principalmente na região do Pacífico. "O tremor foi sentido em toda a costa do Pacífico e temos relatórios também do centro do país", disse o diretor do Sistema Nacional para a Prevenção e Atenção de Desastres (Sinapred), Guillermo González.

Uma mulher, Fátima Medina, de 37 anos, morreu vítima de um infarto provocado por um colapso nervoso, informaram fontes médicas. De acordo com o balanço preliminar, o tremor também deixou 33 feridos, três deles em estado grave, destruiu total ou parcialmente 822 casas.  "Milhares de famílias perderam as casas ou tiveram as residências gravemente afetadas", disse Ortega. O tremor provocou ainda um deslizamento de terra no sul da capital nicaraguense. O fornecimento de energia foi suspenso em Manágua, do mesmo modo que as comunicações telefônicas, que eram restabelecidas paulatinamente.

O terremoto ocorreu às 17h27min local (20h27min em Brasília) e teve seu epicentro situado 20 km ao norte da capital, na zona do vulcão Apoyeque, a uma profundidade de 10 km, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O movimento foi sentido em Manágua e nos departamentos de Jinotega, Matagalpa e Carazo, onde a população abandonou suas casas, segundo o Instituto Nicaraguense de Estudos Territoriais (Ineter). Após o terremoto principal ocorreram seis tremores secundários superiores a 5 graus. O jornal La Prensa informou que o hospital de León foi evacuado por rachaduras nas paredes do prédio.

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