Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 22/04/2014
  • 11:16
  • Atualização: 12:04

Caso Bernardo: Prioridade da polícia é determinar participação de cada suspeito

Delegada de Três Passos declarou que assédio da mídia interfere no sigilo da investigação

Delegada concedeu coletiva nesta terça-feira | Foto: Cristiane Luza / Folha do Noroeste / Especial / CP

Delegada concedeu coletiva nesta terça-feira | Foto: Cristiane Luza / Folha do Noroeste / Especial / CP

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  • Bruna Cabrera / Correio do Povo

Em coletiva na manhã desta terça-feira, a delegada Caroline Bamberg Machado, responsável por investigar a morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, afirmou que a prioridade da Polícia Civil é determinar o nível de envolvimento de cada um dos suspeitos.

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Depoimentos do pai, Leandro Boldrini, da madrasta, Graciele Ugulini, e da amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz, suspeitos de terem participado do assassinato da criança, foram colhidos na segunda-feira. A delegada não revelou, no entanto, em que presídios o trio está detido por conta do assédio da imprensa. Segundo o titular da Delegacia de Polícia de Campo Novo, delegado Marion Volino, que também trabalha no caso, Leandro Boldrini aparentava tranqüilidade e falou de forma fria durante o depoimento.

A delegada disse ainda que os depoimentos foram tomados, mas que não foram conclusivos. “Eu não levo 'a pau e ferro' nenhum depoimento. Eu não sei se essa versão é a verdadeira. Com outros elementos vou verificar se é verdadeira ou não”, completou Caroline. A polícia segue esperando novos fatos e depoimentos de outros colaboradores da investigação ainda devem ser colhidos. 

De acordo com Caroline, laudos de perícia ainda vão demorar, mas isso não interfere na convicção da polícia para indiciar o trio. Ainda não existe a confirmação do medicamente aplicado no menino. “Isso só será possível depois da análise da medicação encontrada no corpo do Bernardo”, afirmou a delegada.

Questionada sobre imagens de um posto de gasolina que mostrariam uma troca de veículos entre os suspeitos, a delegada afirmou que não tem previsão para divulgá-las e demonstrou estar preocupada com o sigilo da investigação devido ao assédio da imprensa. O marido de Caroline precisou atender telefonemas e "acalmar" repórteres que ligavam para a delegada no final de semana.

O advogado de Leandro Boldrini, Jader Marques, pediu novamente acesso ao inquérito. O juiz da 1ª Vara Judicial de Três Passos, Marcos Luis Agostini, teria liberado a polícia para passar apenas o que não for prejudicial à investigação. Portanto, o conteúdo dos depoimentos permanece em sigilo. 

* Com informações do repórter Vinícius Araújo da Rádio Alto Uruguai


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