Porto Alegre, sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

  • 24/04/2014
  • 10:15
  • Atualização: 10:31

Torcedores que vierem ao Brasil para Copa devem verificar vacinas

Orientação da OMS faz parte de campanha de vacinação com alusão ao futebol

  • Comentários
  • Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou nesta quinta-feira aos torcedores que vierem ao Brasil para a Copa do Mundo que comprovem se têm as vacinas em dia para evitar doenças infecciosas. A mensagem da OMS é divulgada por ocasião da Semana Anual da Vacinação nas Américas, que começa nesta quinta e vai até o dia 30, e cuja mensagem faz alusão ao futebol: "Vacinação. A tua melhor jogada!".

"Elegemos esse tema como uma chamada à ação para destacar a importância de estar protegido contra as doenças evitáveis mediante vacinação, em particular o sarampo e a rubéola, durante a próxima edição do Mundial de Futebol", explicou a assessora regional do Programa de Imunização da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Alba María Ropero.

O Mundial, que ocorre em 12 cidades brasileiras entre 12 de junho e 13 de julho, é um "caldo de cultivo" propício para que surjam doenças que, de fato, já não são endêmicas na região há anos. A transmissão endêmica do sarampo nas Américas foi interrompida em 2002 e a da rubéola em 2009. "No entanto, o sarampo continua a circular em nível mundial e em países como o Brasil, o Canadá, o Equador e os Estados Unidos foram notificados casos vinculados a importações", lembrou Ropero.

A partir do fim da circulação endêmica do sarampo, em novembro de 2002, o continente começou a registrar casos importados de outros países e até 2012 notificou 2.771. A maioria deles (1.369) ocorreu em 2011, quando foram registrados 171 surtos a partir de importações, que geraram uma transmissão sustentada em pelo menos três países (Canadá, Equador e Brasil).

"A Semana da Vacinação é uma oportunidade de preparação para enfrentar esse desafio e proteger os progressos da região, incluindo os esforços para intensificar as atividades de vacinação orientadas para os viajantes e outros grupos de alto risco, como os trabalhadores da saúde, do turismo, jornalistas", exemplificou Ropero. A precaução justifica-se, já que dos 32 países cujas seleções participam do Mundial de 2014, 19 notificaram casos de sarampo em 2013.

Além disso, há precedentes que lembram a necessidade de vacinação. Eventos desportivos, como os Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver (Canadá) em 2010 ou o Mundial de Futebol na África do Sul, no mesmo ano, ficaram associados a grandes números de casos de sarampo no Canadá, na Argentina e no Brasil", disse a especialista.

Em nível global, o tema da Semana Mundial da Vacinação é "Imunização para um futuro saudável. Saber, verificar, proteger", e a OMS pretende apelar às pessoas para que saibam mais sobre quais as vacinas necessárias, verifiquem se a imunização está atualizada e procurem os serviços de vacinação para proteger toda a família.

Nessa quarta-feira, a organização alertou que mais de 22 milhões de crianças no mundo, cerca de uma em cada cinco, estão sem receber vacinas contra doenças básicas.

Confira as principais recomendações para viajantes:

Antes da viagem:

1. Orientar todos os viajantes maiores de seis meses de idade, sem comprovante de vacinação, que pelo menos duas semanas antes de viajar recebam a vacina contra o sarampo e a rubéola, preferivelmente a vacina tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba).

2. Os viajantes que não foram vacinados contra estas doenças têm o risco de contraí-las ao entrar em contato com viajantes procedentes de países onde ainda circula o vírus.

3. A exceção a esta recomendação será para as pessoas que não podem ser vacinadas por recomendação médica. Também não devem ser vacinados os lactantes menores de seis meses. Os lactantes que receberam a vacina tríplice viral antes de um ano de idade deverão voltar a vacinar-se conforme o esquema de vacinação do país.

4. As pessoas que podem ser consideradas imunes ao sarampo e à rubéola são aquelas que:
• Possuem documento que comprova que já receberam a vacina contra o sarampo e a rubéola.
• Têm confirmação de imunidade contra o sarampo e a rubéola (anticorpos IgG específicos), emitida por laboratório qualificado.

Durante a viagem:

1. Assegurar-se que os viajantes estejam atentos aos seguintes sintomas:
• Febre
• Erupção cutânea
• Coriza ou conjuntivite
• Dor nas articulações
• Linfadenopatia (gânglios inflamados)

2. Se há suspeita de que o viajante esteja com sarampo ou rubéola, recomenda-se:

• Buscar ajuda médica e permanecer no local onde está hospedado.
• Não iniciar nova viagem nem circular em lugares públicos.
• Evitar a automedicação.
• Evitar o contato com outras pessoas durante sete dias, a partir do começo da erupção cutânea.

Se o viajante necessitar de assistência médica no Brasil, recomenda-se procurar o serviço de saúde mais próximo ou contatar as autoridades de saúde pelo telefone 192 (serviço de atenção móvel de urgência).

Informações sobre os serviços de saúde oferecidos pelas autoridades do Brasil podem ser acessadas no endereço eletrônico www.saude.gov.br/viajante.

Depois da viagem:

1. Se o viajante suspeita que esteja com sarampo ou rubéola, recomenda-se procurar um médico e evitar o contato com outras pessoas, permanecendo em um único local.
2. Se o viajante apresenta algum dos sintomas anteriormente mencionados, recomenda-se informar o médico sobre sua viagem.

* Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde

Bookmark and Share