Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

  • 25/04/2014
  • 09:09
  • Atualização: 09:36

Sobrevivente de tragédia da boate Kiss será ouvida em Bagé

Quatro acusados respondem ao processo por homicídio tentado e consumado

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  • Jerônimo Pires / Rádio Guaíba

A sobrevivente da tragédia da boate Kiss, Amanda Ruas Freitas, será ouvida nesta sexta-feira pelo juiz Ulysses Fonseca Louzada, titular do processo criminal. A audição irá ocorrer em Bagé, na Campanha, a partir das 15h.

Ainda restam outros dois sobreviventes que residem fora do Rio Grande do Sul para serem ouvidos. Com isso, o magistrado espera encerrar a coleta de depoimentos das vítimas. O próximo passo será a realização de audiências com testemunhas e peritos.

O processo criminal encontra-se em fase de instrução (produção de provas e oitiva de testemunhas). Até o momento, foram ouvidas 110 vítimas. Para facilitar a condução do processo, que já ultrapassa 11 mil páginas, o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça autorizou que o Juiz Ulysses Louzada presida as cartas precatórias (quando a testemunha é ouvida em outra Comarca).

Quatro acusados respondem ao processo por homicídio tentado e consumado: os sócios da boate Kiss, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, e os músicos da Banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro de 2013. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.

Segundo testemunhas, o incêndio teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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