Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 30/04/2014
  • 22:35
  • Atualização: 22:36

Correção da tabela do IR será de 4,5%, esclarece Palácio do Planalto

Percentual é o mesmo aplicado desde 2007

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  • AE e Rádio Guaíba

Após a presidente Dilma Rousseff anunciar, em rádio e TV, que a tabela do Imposto de Renda (IR) vai ser corrigida, o Palácio do Planalto esclareceu que o reajuste vai ser de 4,5% – o mesmo aplicado desde 2007. “Isso vai significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador”, afirmou Dilma, sem especificar o percentual em meio ao pronunciamento, alusivo ao Dia do Trabalho.

A tabela do IR fechou 2013 com uma defasagem de 61,42% em relação à inflação oficial, segundo cálculos do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco). Entre 1996 – quando houve o congelamento da tabela – e 2013, o IPCA acumulado foi de 206,64% contra um reajuste de 89,96% nas faixas de cobrança do tributo.

O congelamento durou até 2001. Nos anos seguintes, quase todos os reajustes que ocorreram foram inferiores ao IPCA (veja o gráfico abaixo). Desde 2007, as correções, que eram definidas por lei, foram de 4,5% – o centro da meta de inflação definida pelo governo. Em 2013, contudo, o IPCA ficou novamente acima deste patamar, em 5,91%, aumentando a defasagem em 1,35%.

Para o final deste ano, de acordo com a última pesquisa Focus, o mercado espera inflação de 6,5%. Portanto, caso a previsão se confirme, a defasagem vai continuar aumentando.

Esse descasamento também vale para os valores das deduções. O limite anual para abatimento de gastos com educação, por exemplo, já se aproxima do valor de uma única mensalidade nas principais escolas do Brasil.

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