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20/05/2014 07:16 - Atualizado em 20/05/2014 07:44

Presidente de mina é indiciado na Turquia

Mais de 300 trabalhadores morreram e tragédia revoltou a população

Familiares e amigos das vítimas realizaram protesto na Turquia<br /><b>Crédito: </b> Adem Altan / AFP / CP
Familiares e amigos das vítimas realizaram protesto na Turquia
Crédito: Adem Altan / AFP / CP
Familiares e amigos das vítimas realizaram protesto na Turquia
Crédito: Adem Altan / AFP / CP

O presidente executivo da mina de Soma, Oeste da Turquia, onde morreram 301 trabalhadores, foi detido e indiciado, o que eleva a oito o número de funcionários da empresa detidos na investigação sobre a tragédia. Can Gürkan, que é filho do proprietário da empresa Soma Kumür Isletmeleri, foi indiciado por homicídios culposos pela promotoria da cidade e detido, segundo a agência Dogan.

Além de Gürkan, no domingo foram detidos e indiciados o diretor geral da mina, Ramazan Dogru, o diretor operacional, Akin Celik, dois engenheiros, dois supervisores e um técnico. Outros funcionários da empresa foram indiciados, mas deixados em liberdade sob controle judicial. A direção da empresa anunciou na sexta-feira que respeitaram as normas de segurança.

Segundo um relatório preliminar da investigação, citado pela imprensa turca, o nível de monóxido de carbono, um gás letal, registrado no momento do acidente era muito superior ao limite estabelecido pelas normas de segurança. O documento também destaca o forte calor nas galerias e que os trabalhos não foram suspensos.

O procurador de Soma, Bekir Sahiner, descartou a possibilidade do incêndio que destruiu a mina ter sido provocado por uma falha no sistema elétrico, como sugeriram algumas testemunhas, e destacou a possibilidade de uma "combustão de carvão que entrou em contato com o ar".

As operações de resgate e recuperação dos corpos foram concluídas no sábado. A catástrofe, a tragédia com o maior número de mortos na história da Turquia, provocou a revolta da população contra o governo islamita-conservador do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, acusado de negligência e falta de sensibilidade.

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Fonte: AFP






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