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27/05/2014 18:52

Postos de Porto Alegre deixarão de distribuir parte dos remédios

Além disso, para retirada de medicamentos serão aceitas somente receitas do SUS

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) anunciou nesta terça-feira mudanças na entrega de medicamentos na rede pública de Porto Alegre. Com o objetivo de diminuir os gastos e melhorar o controle, foram definidas três alterações, que deverão entrar em vigor de forma gradual a partir de junho.

O secretário Carlos Casartelli informou que remédios que fazem parte do programa Farmácia Popular, do Governo Federal, serão retirados da lista do município, que contempla mais de 100 produtos. Assim, a população deve buscar cerca de 12 medicamentos nas unidades credenciadas e não mais junto aos postos de saúde.

Outra modificação se refere à distribuição de remédios nas unidades básicas. Conforme Casartelli, medicamentos controlados só poderão ser retirados nas 13 farmácias distritais. Além disso, parte dos 154 dispensários localizados nos postos vai ser fechada. A equipe técnica da Secretaria segue avaliando em que pontos isso deve ocorrer. Casartelli ressaltou que serão levados em conta fatores como a proximidade de outros postos e farmácias distritais, a fim de não causar prejuízos à população.

Com a mudança, ele projeta que seja possível ter maior controle dos estoques, já que nas farmácias distritais o sistema é informatizado, o que não ocorre nas unidades básicas.

O secretário comunicou ainda que a partir de agora não serão mais aceitas receitas médicas de planos de saúde para retirada de remédios nas unidades do município. Segundo ele, quem quiser ter direito à concessão gratuita de medicamentos precisa consultar pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

As medidas foram anunciadas em razão da necessidade de corte de custos, já que em três anos o gasto do município com atenção básica dobrou, passando de R$ 13 milhões em 2011 para uma projeção de R$ 27 milhões em 2014.

O secretário relatou que o problema ocorre em função da defasagem nos valores repassados pelos governos federal e estadual. Ele sustenta que os municípios estão arcando com a maior parte dos gastos com saúde atualmente, já que a União não cumpre com a cota devida, de 50% do total, sendo o restante dividido entre Estado e cidades.

Desde o começo do ano, Porto Alegre registra problemas na distribuição de medicamentos, em função de problemas no processo de aquisição junto às fornecedoras. O secretário admite que o total de produtos em falta chegou a 50 e agora é de 14, dos quais nove considerados de maior importância. Entre eles estão remédios como ácido fólico, usado por gestantes, além de outros para hipertensão, problemas cardíacos e convulsão. A SMS solicitou à Secretaria Municipal da Fazenda (SMF), responsável pela aquisição, que seja feita compra emergencial para garantir a reposição dos estoques, mas ainda não há previsão de regularização.

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Fonte: Camila Kila / Rádio Guaíba






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