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02/06/2014 15:54

Municipários podem adiantar assembleia para avaliar proposta da Prefeitura

José Fortunati entregou uma carta formalizando a oferta horas após o inicio da paralisação

Início da greve é marcado por adesão baixa, garante Prefeitura<br /><b>Crédito: </b> André Ávila
Início da greve é marcado por adesão baixa, garante Prefeitura
Crédito: André Ávila
Início da greve é marcado por adesão baixa, garante Prefeitura
Crédito: André Ávila

Servidores em greve da Prefeitura de Porto Alegre podem antecipar a assembleia da categoria a fim de avaliar a proposta de reposição da inflação em uma parcela única, na folha de junho. O prefeito José Fortunati entregou uma carta formalizando a oferta horas após o inicio da paralisação por tempo indeterminado, deflagrada nesta manhã.

Os funcionários marcaram a assembleia, de início, para as 14h desta quinta-feira, no Centro de Eventos do Parque Harmonia. No entanto, a data pode ser revista em função do andamento das negociações, disse a diretora do Sindicato dos Municipários (Simpa), Carmen Padilha. “O que nós vamos avaliar hoje, em reunião com o comando de greve, é se nos vamos antecipar a assembleia apara avaliar esta proposta por escrito porque nós entendemos que mesmo que ela não seja aquela que queremos, é um fato novo e merece ser avaliada pela categoria”, frisou.

Em entrevista ao Guaíba Revista, Carmen Padilha reforçou que os municipários exigem além da reposição de inflação nos vencimentos, reajuste no vale refeição, fim do assedio moral e isonomia salarial. Ela também frisou haver servidores ganhando, hoje, menos do que um salário mínimo.

Anteriormente, a Prefeitura havia oferecido 2,5% de reposição salarial agora e o restante em janeiro, e reajuste de R$ 1 no vale-alimentação, hoje de R$ 15. Os trabalhadores pedem 20% de aumento e vale-alimentação de R$ 23, além de isonomia salarial, valorização dos servidores e melhores condições de trabalho.

A diretora do Simpa salientou que o piquete montado em frente ao Hospital de Pronto Socorro levou as pessoas a procurarem atendimento em outras unidades. Os pacientes internados, porém, seguem sendo assistidos. Conforme Carmen Padilha, a adesão a greve é satisfatória, uma vez que os serviços no Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) estão parados, assim como os da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). A sindicalista estima que 90% da rede de ensino esteja prejudicada e que parte dos serviços também tenha sido afetada no Departamento Municipal de Habitação (Demhab).

Início da greve é marcado por adesão baixa, garante Prefeitura

Um levantamento feito durante a manhã pela Prefeitura da Capital apontou adesão baixa à greve convocada pelo Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa). Em nota, a Prefeitura informou que das 37 secretarias, departamentos ou empresas municipais, 20 ainda não registraram adesão de servidores à paralisação.

A Secretaria Municipal da Educação (Smed) é a mais atingida. Das 96 escolas da rede municipal, 36 estão fechadas, 40 funcionando parciamente e 20 funcionando sem alteração. O Fala Porto Alegre, 156, operado pela Secretaria Municipal de Governança Local (SMGL) opera abaixo da capacidade. E o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) teve os portões obstruídos por piquetes, autorizando ou não a saída de veículos conforme a ocorrência.

Porto Alegre soma aproximadamente 17 mil servidores públicos.

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Fonte: Lucas Rivas/Rádio Guaíba






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