Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

  • 02/06/2014
  • 16:28
  • Atualização: 16:42

Cooperativa é chamada a explicar cobrança acima da tabela no Salgado Filho

Correio do Povo constatou cobrança além do que prevê a tabela de pagamento antecipado

Teste revela abuso na cobrança de táxi no Aeroporto Salgado Filho | Foto: Tarsila Pereira

Teste revela abuso na cobrança de táxi no Aeroporto Salgado Filho | Foto: Tarsila Pereira

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  • Samuel Vettori/Rádio Guaíba

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) vai convocar o supervisor do ponto de táxi do Salgado Filho, bem como o responsável pela cooperativa de profissionais que explora o serviço no terminal para prestar esclarecimento sobre a denúncia feita pelo Correio do Povo, que constatou cobrança além do que prevê a tabela de pagamento antecipado.

De acordo com o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, sendo constatada a irregularidade, o profissional que cobrou a mais vai precisar devolver o valor pago em excesso, além de pagar multa. Também vai ser alvo de um processo aberto para ter a concessão cassada. Fiscais vão constatar se a tabela de preços pré-pagos está visível, como estabelece a legislação.

A exploração do serviço é feita pela Cooperativa de Táxis do Aeroporto Salgado Filho de Porto Alegre (Cootaero). Os valores abusivos foram verificados em corridas pagas com cartão, entre os dias 22 e 27 de maio. O trajeto até o Hotel Sheraton, no Centro, tabelado em cerca de R$ 24, custou em 26 de maio R$ 35. Na corrida até o Hotel Intercity Premium, na avenida Borges de Medeiros, a tabela manda cobrar R$ 35, mas o usuário pagou R$ 50. Até o estádio Beira-Rio custou R$ 60, contra um preço ideal de R$ 35.

O presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Luiz Nozari, disse estranhar que os órgãos fiscalizadores não tenham coibido a prática. “Se isto é verdade, considero profundamente entristecedor porque os taxistas do aeroporto sempre foram vistos como a elite do táxi em Porto Alegre”, disse. O presidente da Cootaero, Ronei Caetano Montiel, disse que “enganos” podem ter ocorrido. 


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