Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 06/06/2014
  • 22:59
  • Atualização: 23:01

Dilma: “A verdade vai vencer o medo”

Presidente participou do Encontro Estadual do PT, em Porto Alegre

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  • Luís Sérgio Dibe / Correio do Povo

A presidente Dilma Rousseff partiu para o ataque à oposição, ontem, durante ato político do PT gaúcho, na Assembleia Legislativa, e disse que a “verdade vencerá a mentira, assim como a esperança venceu o medo”, referindo-se às críticas oposicionistas aos 11 anos de governo do partido no país.

“Se na eleição do Lula, a esperança venceu o medo. Nessa eleição é importante que a verdade vença essa quantidade de mentiras”, afirmou durante evento organizado pelo PT, em Porto Alegre, para lançar a pré-candidatura de Tarso Genro à reeleição ao governo do Estado, junto com Abgail Pereira, sua vice, e Olívio Dutra ao Senado, na chapa majoritária que concorrerá ao Piratini, em outubro.

No discurso, que entusiasmou delegados e militantes partidários, a presidente qualificou o projeto opositor como um modelo de retrocesso. “Nunca, na história mundial, houve um exemplo de transformação social, em regime democrático, tão avassalador. Reduzimos a desigualdade sem tirar de uma camada para oferecer a outra. Todos no Brasil melhoraram de renda. E esse processo não se esgotou. Ainda está em curso”, defendeu.

Rouca por causa de um resfriado, Dilma afirmou que os “cabos eleitorais” de sua futura campanha serão os programas Bolsa Família, Minha Casa – Minha Vida, elevação do salário mínimo acima da inflação e defesa do emprego formal. “O modelo e a visão deles são outros. Eles (os adversários) acreditam que é necessário reduzir o custo do trabalho. A agenda deles é a agenda do retrocesso. Repudiamos o passado de atraso implantado no Brasil. Eu não fui eleita para arrochar salários e desempregar”, provocou.

A presidente e pré-candidata à reeleição declarou que o legado da Copa será notável após o Mundial e afirmou que há campanha sistemática e premeditada para confundir os brasileiros. “Nem na ditadura se confundia Copa com política. Quando estávamos presos, durante uma Copa, ninguém torceu contra o Brasil”, relembrou. “O estádios ficarão. Os aeroportos não são para a Copa, são para as demandas da população. As obras não são padrão Fifa. São padrão Brasil. Assim serão a Ponte do Guaíba e o Metrô de Porto Alegre”, prometeu.

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