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21/06/2014 19:33 - Atualizado em 21/06/2014 19:48

Bares da Capital dobram o faturamento com a Copa

Bairro da Cidade Baixa teve uma demanda muito superior a esperada antes do início do Mundial

Estabelecimentos registram grande movimento em dias de jogos em Porto Alegre<br /><b>Crédito: </b> Fabiano Panizzi / Divulgação / CP
Estabelecimentos registram grande movimento em dias de jogos em Porto Alegre
Crédito: Fabiano Panizzi / Divulgação / CP
Estabelecimentos registram grande movimento em dias de jogos em Porto Alegre
Crédito: Fabiano Panizzi / Divulgação / CP

Os bares e restaurantes das regiões boêmias de Porto Alegre estão registrando um aumento no número de clientes e no faturamento desde o início da Copa do Mundo. Os bairros Centro Histórico, Moinhos de Vento e, principalmente, Cidade Baixa contam com uma demanda muito superior a esperada antes do início do campeonato.

Por ser um público jovem, os holandeses, australianos e franceses buscaram bares com comidas de boteco como picados de carne, polenta, bolinhos de bacalhau e xis. “Essa procura independe do horário. Os turistas não buscaram muito os restaurantes mais tradicionais e sim locais próximos às festas”, afirmou a diretora executiva Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul (Abrasel), Thais Kapp. De acordo com Thais, em alguns estabelecimentos da Cidade Baixa, o movimento é 100% maior do que o de costume, alguns tiveram o público recorde desde a sua abertura.

“Os consumidores frequentam mais em dias de jogos do Brasil, quando os porto-alegrenses também vão em peso”, conta a representante da Abrasel. Ela ressalta ainda que a cachaça e o vinho nacionais caíram no gosto dos estrangeiros. “Eles amaram a caipirinha, mas não pedem de vodca, apenas de cachaça. O que é ótimo para o segmento tradicional”. De acordo com o presidente do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre (SindPoa), Henry Starosta Chmelnitsky, a caipirinha agradou mais os franceses, enquanto os holandeses e australianos aprovaram o chop. A expectativa é de que os argentinos frequentem os mesmos locais, segundo Chmelnitsky.

O SindPoa promoveu diversos cursos para os profissionais do setor. “Os estabelecimentos estão colhendo o que plantaram. O Chalé da Praça XV é um ótimo exemplo disso, pois investiu na qualificação e está sempre lotado”, destaca o presidente. Thais acredita que o setor fez o máximo para se preparar antes. “Os proprietários tentaram deixar tudo pronto antes do início do evento, mas não estavam tão otimistas. O movimento foi muito superior ao planejado, por isso, houve um pouco de correria no início. Agora todos estão organizados”.

A gerente de operações e marketing do Chalé, Joice Adams, considera o Mundial positivo: “O número de clientes triplicou desde o início do evento, comparado ao mesmo período do ano passado.” Segundo ela, cerca de três mil franceses, dois mil holandeses e mil australianos, além de torcedores de outras seleções passaram pelo local.

Para receber bem aos turistas, revela Joice, o restaurante contratou tradutores de inglês, francês, alemão e espanhol. “Além, disso, todos os garçons e funcionários que têm contato com os clientes frequentaram cursos de idiomas com enfoque voltado para o atendimento ao público”.

O presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Público, Ivan Konig Vieira, também festeja a chegada dos turistas. “Aumentou o número de clientes nos restaurantes e registramos também a melhoria nas vendas de artigos de artesanato e produtos típicos”.

As lojas de artigos tradicionais da cultura gaúcha, como a Banca 33, são um atrativo aos visitantes. Conforme o vendedor Tiago Andrade, “eles procuram cuias, bombas e ímãs de geladeira”. Um exemplo é Marcos Otsuka. Descendente de japoneses, ele mora em São Bernando do Campo (SP) e veio assistir à partida Coreia do Sul x Argélia. “Provei o chimarrão e estou comprando uma cuia, uma bomba e erva-mate e levar para casa”.


Rede hoteleira contabiliza lucro
A rede hoteleira da capital gaúcha está com a lotação prevista entre os locais com classificações três, quatro e cinco estrelas de acordo com o Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre (SindPoa). Conforme o presidente da instituição, Henry Starosta Chmelnitsky, os hotéis estão com a ocupação máxima em dias de jogos na cidade e caem para 75% nos intervalos entre um jogo e outro. Os locais escolhidos com mais frequência pelos estrangeiros é o Centro Histórico e o hotel Sheraton, no bairro Moinhos de Vento.

Por outro lado, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Sul (Abih/RS), Abdon Barretto Filho, os australianos e holandeses já deixaram a cidade, em sua maioria. Por isso, a ocupação na Capital caiu para cerca de 40%. “Esses visitantes gostaram tanto do povo gaúcho que vários estenderam a estadia para conhecer outras cidades gaúchas”, conta. De acordo com Barretto, Gramado é um dos principais destinos fora de Porto Alegre. “A Serra já é tradicionalmente turística e recebe, além dos estrangeiros, os porto-alegrenses que querem fugir um pouco do tumulto”, acrescenta.

A Associação tem a informação de que cerca de 700 argelinos fiquem hospedados em Gramado, outros virão de Camboriú, em Santa Catarina. “Provavelmente, o próximo jogo não será de tanta festa, pois tanto os argelinos, quanto os coreanos são mais reservados”, acredita Barretto.

Porto Alegre é um destino tradicional para o turismo de negócios e eventos, mas o mundial tem a capacidade de expandir o mercado. “A Copa pode mostrar a qualidade dos serviços que prestamos e atrair visitantes”, acredita o presidente da Abih. As estimativas da instituição apontam para a lotação máxima na rede hoteleira da Capital no dia 25, quando Argentina e Nigéria se enfrentam no Beira Rio.


Fonte: Correio do Povo e PMPA






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