Ídolo do rock, Ryan Adams é acusado de conduta sexual inapropriada

Ídolo do rock, Ryan Adams é acusado de conduta sexual inapropriada

Jornal The New York Times descreve um padrão de conduta manipuladora deste artista de 44 anos

Por
AFP

Ryan Adams já foi indicado ao Grammy


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O cantor e compositor americano de música alternativa Ryan Adams foi acusado por várias mulheres de prática de abuso emocional e se aproveitar de sua posição para obter sexo, segundo artigo do The New York Times. O jornal descreve um padrão de conduta manipuladora deste artista de 44 anos, indicado ao Grammy, e inclui um testemunho de sua ex-esposa, a cantora e atriz Mandy Moore.

Segundo o jornal, que entrevistou mais de uma dezena de mulheres e teve acesso a comunicações digitais do roqueiro, Adams enviou textos sugestivos a uma aspirante a baixista de 14 anos e se expôs para ela pelo Skype. O New York Times assegurou que as mensagens de cunho sexual continuaram por meses apesar de o músico duvidar se a jovem era maior de idade. Adams, conhecido pela personalidade forte, supostamente teria oferecido a várias mulheres a oportunidade de ascender na carreira e, ao mesmo tempo, tentou fazer sexo com elas para depois se irritar e algumas vezes ser agressivo quando rejeitado.

O músico, que conquistou fama como solista nos anos 2000, com o álbum de estreia, "Heartbreaker", se desculpou, mas negou as acusações pouco depois de publicada a matéria. "A quem quer que tenha prejudicado, embora não tenha sido intencional, me desculpo profunda e abertamente", afirmou. "Mas a imagem que este artigo mostra é perturbadoramente inexata", publicou em sua conta no Twitter. "Alguns dos detalhes estão distorcidos, alguns são exagerados e outros são diretamente falsos. Nunca teria interações inapropriadas com alguém que acreditasse ser menor de idade, ponto", destacou.


Moore, que ficou famosa como artista pop juvenil e agora atua na série "This Is Us", disse que Adams menosprezava sua carreira e que tinha uma "conduta de tipo destrutiva e doentia". "A música era um lugar de controle para ele", assegurou a ex-mulher. A indústria da música não foi no geral tão afetada pelo movimento #MeToo, que combate o assédio e o abuso sexual, como no cinema e na mídia americanos.