Arte & Agenda

A Veneza de Juan Zapata em novo longa

Novo filme do cineasta colombiano naturalizado brasileiro se passa na cidade italiana, teve cartaz lançado no dia 15 e será concluído nas próximas semanas

Cineasta Juan Zapata em ação com "Uma Vez em Veneza", na paradisíaca cidade italiana
Cineasta Juan Zapata em ação com "Uma Vez em Veneza", na paradisíaca cidade italiana Foto : Zapata Filmes / Divulgação / CP

O novo filme do cineasta colombiano naturalizado brasileiro Juan Zapata está sendo concluído. As gravações ocorreram em 2018, sendo o longa-metragem rodado na Itália com equipe de profissionais de vários países, como Alemanha, Chile, Colômbia, EUA, Itália e Brasil. Com o título "Uma Vez em Veneza", envolve dois estrangeiros com visões distintas sobre o amor na tentativa de passar um dia dos sonhos na encantadora Veneza.

O desafio é vivido pelos personagens Maximiliano e Maria interpretados pelo alemão Peter Ketnath (“Cinema, Aspirinas e Urubus” e “Vou Nadar até Você”) e a brasileira Bella Carrijo (“Alaska” e “Amando a Carolina”). Este filme marca uma transição artística do ponto de vista do diretor, que decide se concentrar no conflito emocional e sexual dos homens diante das mudanças dos papéis femininos na sociedade de hoje.

O cartaz do filme foi lançado no último dia 15 e o longa deve estar concluído nas próximas semanas. O lançamento comercial está previsto para o início de 2021. Zapata, que também já foi diretor do Instituto Estadual de Cinema do RS (Iecine), conta que, um dos fatores para viabilizar a conclusão do filme e o lançamento em um ano atípico é a parceria com a gigante japonesa Canon.

“Como diretor e produtor é uma honra ser este o primeiro longa-metragem a contar com o apoio oficial da Canon. Sua tecnologia nos permitiu trabalhar com uma equipe reducida, numa situação bastante desafiante de produção num dos lugares com maior turismo mundial. Sem duvida é uma responsabilidade que nos compromete a que ainda nesta atual circunstancia que vivemos busquemos novos modelos de distribuição e que o filme chegue ao maior publico possível, pois foi feito para alegrar, divertir e refletir”, confirma o diretor e roteirista Juan Zapata.

Outro fator alegado é o modelo de negócio da produtora que, há pelo menos 13 anos, atua com financiamentos da iniciativa privada. “O cinema que a Zapata faz, desde seu primeiro filme ate hoje, sempre tem visado a sustentabilidade, objetivando  que comercialmente seja rentável fazer cinema de forma independente, são filmes fundamentados em parcerias, viabilizado com o esforço econômico pessoal incialmente e hoje em dia com grupos de investimento em Colômbia, Estados Unidos e principalmente Brasil, que fazem parte da empresa, e que em breve pretendemos expandir para apoiar outros projetos Latinos”. Comenta Douglas Limbach, produtor executivo da empresa.

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