Academia recebe críticas após decidir entregar prêmios do Oscar durante intervalo

Academia recebe críticas após decidir entregar prêmios do Oscar durante intervalo

Premiação está marcada para acontecer no próximo dia 24

AE

Oscar 2019 terá quatro prêmios entregues durante o intervalo

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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas revelou na segunda-feira que decidiu quebrar este ano a tradição de apresentar todas as 24 categorias do Oscar durante a transmissão televisiva ao vivo da cerimônia de premiação.

• Vencedores do Oscar 2018 apresentarão categorias de atuação neste ano

Na noite de 24 de fevereiro, quando será realizada a 91ª cerimônia do Oscar, quatro categorias serão apresentadas durante o intervalo comercial. As escolhidas para o corte foram fotografia, edição, curta-metragem e maquiagem e penteado. De acordo com o site Hollywood Reporter, o presidente da Academia, John Bailey, anunciou que a entrega destes quatro prêmios poderá ser assistida, ao vivo, no site do Oscar. Ainda durante a transmissão pela TV, serão exibidos os discursos gravados dos vencedores.

Bailey também prometeu, em e-mail enviado a membros da Academia, que as quatro categorias estarão de volta à transmissão ao vivo no ano que vem, quando novas quatro ou seis categorias devem ser escolhidas para ficar de fora. A ideia central, segundo o Hollywood Reporter, é ganhar tempo na transmissão, já que serão cortadas as cenas dos vencedores das quatro categorias caminhando até o palco e seus discursos podem ser editados, se ficarem muito longos. "Nosso show precisa evoluir para continuar promovendo, com sucesso, os filmes para audiências globais", disse Bailey no e-mail.

Além da transmissão ao vivo das outras 20 categorias, a cerimônia do Oscar vai contar com apresentações das cinco músicas indicadas na categoria de melhor canção original, além de um segmento musical com a Filarmônica de Los Angeles (EUA), na hora de relembrar os mortos do último ano, na seção "In Memoriam".

Críticas

A decisão da Academia, no entanto, gerou polêmica. O cineasta mexicano Guillermo Del Toro, vencedor do prêmio de melhor filme no ano passado com A Forma da Água, foi um dos primeiros a criticar a mudança. "Não quero presumir quais categorias devem ser cortadas durante o Oscar, mas fotografia e edição estão no coração do que nós fazemos", escreveu o ator no Twitter. "Eles não são herdados de uma tradição teatral ou literária: são o próprio cinema", reforçou.

O favorito ao prêmio de fotografia deste ano, o também mexicano Alfonso Cuarón, que concorre por Roma, compartilhou a publicação de Del Toro em seu próprio Twitter e em seguida escreveu sobre o assunto. "Na história do cinema, obras-primas não teriam existido se não fosse por som, cor, roteiro, atores e música", afirmou. "Nenhum filme jamais existiu sem fotografia e sem edição." Em sua publicação, em inglês, o diretor destacou que a categoria de fotografia, no original "cinematography", leva a palavra cinema no próprio nome.

Por fotografia, concorrem com Cuarón na categoria Lukasz Zal por Guerra Fria, Robbie Ryan por A Favorita, Caleb Deschanel por Nunca Deixe de Lembrar e Matthew Libatique por Nasce Uma Estrela.

Já na categoria de edição, estão na disputa Barry Alexander Brown por Infiltrado na Klan, John Ottman por Bohemian Rhapsody, Yorgos Mavropsaridis por A Favorita, Patrick J. Don Vito por Green Book: O Guia e Hank Corwin por Vice.

Por maquiagem e penteado, concorrem Göran Lundström e Pamela Goldammer por Border, Jenny Shircore, Marc Pilcher e Jessica Brooks por Duas Rainhas e Greg Cannom, Kate Biscoe e Patricia Dehaney por Vice.

Este ano, os curta-metragens em live-action que disputam a estatueta do Oscar são Detainment , de Vincent Lambe e Darren Mahon; Fauve, de Jérémy Comte e Maria Gracia Turgeon; Marguerite, de Marianne Farley e Marie-Hélène Panisset; Mother, de Rodrigo Sorogoyen e María del Puy Alvarado; e Skin, de Guy Nattiv e Jaime Ray Newman. 


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