Gaviões, Mocidade e Vila Maria brilham na segunda noite do Carnaval de São Paulo

Gaviões, Mocidade e Vila Maria brilham na segunda noite do Carnaval de São Paulo

Desfile teve sete escolas no Anhembi e reuniu muito luxo, tecnologia e resgate da história brasileira

Por
R7 e AE

Vila Maria celebrou a cultura chinesa

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A segunda noite do Carnaval de São Paulo reuniu sete escolas no sábado e varou a madrugada deste domingo. No Anhembi, o desfile começou com a Pérola Negra e foi fechado pela Rosas de Ouro. Os destaques da noite se baseiam no uso de muita tecnologia e adereços luxuosos. Sabrina Sato mais uma vez brilhou entre as rainhas de bateria.

Pérola Negra 

A agremiação, que foi promovida do grupo de acesso, fez uma homenagem ao povo cigano com o enredo "Bartali Tcherain - A estrela cigana brilha na Pérola Negra". A escola abriu a segunda noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo com um mergulho na origem cigana. Na comissão de frente, foi contada a lenda da criação do povo.

Com estátuas suntuosas, o carro abre-alas exaltou a grandiosidade dos templos religiosos da Índia. Já a última alegoria, que contou como destaque principal a apresentadora Lívia Andrade, falou de um dos principais símbolos religiosos do povo cigano.  Famosas personagens das artes também foram homenageadas, como Carmen, da ópera de Georges Bizet, e a brasileira Sandra Rosa Madalena, da canção de Sidney Magal. 

Colorado do Brás

A Colorado fez sua segunda participação na elite do Carnaval paulistano com o enredo "Que Rei Sou Eu?", que contou a história de Dom Sebastião, ex-rei de Portugal.  A escola explorou diversos aspectos da vida do português, que desapareceu na Batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos, com apenas 24 anos, e encerrou o desfile sugerindo que ele ficou no Brasil, na Ilha dos Lençóis.

O desfile contou com referências a elementos da cultura portuguesa. A religião também teve espaço, já que o rei cristão lutou contra os mouros em nome de sua religião. Imagens de Jesus Cristo e Nossa Senhora apareceram durante a passagem da Colorado no sambódromo do Anhembi.

Gaviões da Fiel

A Gaviões da Fiel entrou no Sambódromo do Anhembi celebrando os 50 anos de existência da torcida. Com o enredo "Um não sei que, que nasce não sei onde, vem não sei como e explode não sei porquê", o desfile marcou a estreia de Paulo Barros no Carnaval de São Paulo. O nobre sentimento foi lembrado com a inclusão de personagens das artes, como Romeu e Julieta, que estavam na comissão de frente e na bateria a personagens históricos como Tiradentes, demonstrando o amor por uma causa. 

A escola da rainha de bateria Sabrina Sato começou a apresentação retratando o célebre casal e Shakespeare na comissão de frente, que contou com efeitos especiais, marca registrada do novo carnavalesco. O último carro ostentou um gavião gigante, símbolo da agremiação, representando o apoio da torcida.

Mocidade Alegre

A Mocidade apostou no enredo "Do canto das Yabás renasce uma nova morada" para buscar o 11º título de sua história. O desfile, cheio de cor, propôs uma reflexão e explorou diversos aspectos sobre a natureza, bem como a relação dos humanos com ela. A escola agitou o público presente no Anhembi exaltando o poder feminino para reconexão com o universo e chamou a atenção com um carro alegórico com cinco mil litros de água.

Um dos destaques do desfile da comunidade, conhecida também como  Morada do Samba, foi justamente isso, mostrando as deusas africanas como principais personagens da história contada no desfile. Quem também teve destaque foram os elementos e forças da natureza. Um dos carros chegou a carregar 5 mil litros de água para homenagear e representar Iemanjá, rainha dos mares e oceanos.

Águia de Ouro

A Águia de Ouro entrou na avenida na madrugada de domingo em busca do título inédito do Grupo Especial com o enredo "O Poder do Saber – Se saber é poder… Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", no qual falou sobre a sabedoria humana. A escola da Pompéia abriu o desfile com abre-alas que exibia uma águia gigante e uma ossada de dinossauro, enquanto a ala das baianas, intitulada Metamorfose da Vida, trouxe integrantes com asas de borboletas que simbolizavam as mudanças que o planeta passou até os dias de hoje. 

Livros e acontecimentos históricos tiveram espaço durante o desfile, como a explosão das bombas atômicas no Japão. Enquanto passava pelo sambódromo, a escola pregou que o conhecimento e o saber devem ser usados para o bem e para alcançarmos a paz e, finalmente construirmos uma nova humanidade.

Unidos de Vila Maria

Considerada uma das favoritas em um ano que teve algumas das escolas mais tradicionais rebaixadas para o grupo de acesso, a Unidos de Vila Maria levou ao sambódromo uma homenagem aos chineses, com o enredo "O Sonho de um Povo Embala o Samba e Faz a Vila Sonhar. A agremiação da zona norte da capital paulista explorou as particularidades desse povo e usou e abusou de cores.

O desfile começou com uma alegoria que reunia diversos símbolos do país asiático, como o dragão. A cultura milenar chinesa também esteve presente em representações como da dança dos leques. A passagem pelo sambódromo do Anhembi teve espaço para exaltar criações como tintas, a bússola e a pólvora. Mas a apresentação Também mostrou como o gigante asiático tem se desenvolvido tecnologicamente e passado a cuidar do meio-ambiente como as construções mais modernas, e encerrou o desfile com um carro tecnológico, com telões. . 

Rosas de Ouro

Última escola a se apresentar, já sob sol, a Rosas de Ouro escolheu o enredo Tempos Modernos para buscar o 7º título de sua história. A escola aborda a quarta Revolução Industrial neste Carnaval. Sem Ellen Roche à frente da bateria após 12 anos, Ana Beatriz Godói é a nova rainha da escola da zona norte. Escola da zona norte apostou em comissão de frente com robôs, que também apareceram nos carros alegóricos e na bateria.


Um dos detalhes do desfile foi que o estilista Ronaldo Fraga foi responsável pela fantasia da Velha Guarda da escola. A tecnologia não esteve apenas na passarela. Quem estava no público tinha chance de ver um sexto carro com o celular por realidade aumentada. Alguns componentes da escola tiveram sinais vitais monitorados à distância em tablets.