Conversas com cineastas Mbyá Guarani

Conversas com cineastas Mbyá Guarani

Em abril a Casa de Cultura Mario Quintana tem programação especial voltada à visibilidade dos povos nativos e suas culturas. As primeiras ações são duas lives com cineastas Mbyá Guarani, que integram a mostra "Tela Indígena" e o projeto “Mborayvu: Imagens e Mensagens Indígenas para a Cidade”.

Patrícia Ferreira Pará Yxapy, do Coletivo Mbyá-Guarani de Cinema, é uma das participantes

publicidade

As primeiras atividades do Mês da Visibilidade Indígena na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) são lives com cineastas Mbyá Guarani, que integram a mostra “Tela Indígena” e o projeto “Mborayvu: Imagens e Mensagens Indígenas para a Cidade”. Dentro da programação especial voltada à visibilidade dos povos nativos e suas culturas, as transmissões serão realizadas nesta quarta e quinta-feiras, às 20h, pelo Instagram @ccmarioquintana.

Nesta quarta-feira, a conversa é com Vherá Xunu e Patrícia Pará Ixapy Ferreira, do Coletivo Mbya Guarani de Cinema. Vherá Xunu foi convidado, em 2016, a fazer parte do grupo de Comunicadores Mirim da Comissão Yvyrupa, no qual trabalhou durante três anos divulgando, fotografando e filmando eventos Guarani. Seu primeiro filme é “Perigo na Mata” (2016) e seu mais recente, “O Despertar do Divino Sol” (2019), ambos curtas-metragens. Já Patrícia Ferreira Pará Yxapy é integrante do Coletivo Mbyá-Guarani de Cinema, ativo desde 2007, com o intuito de reunir cineastas que usam a linguagem do audiovisual como expressão artística e política. As produções são exibidas em festivais e exposições nacionais e internacionais. Além dela, atualmente o grupo conta com os realizadores Ariel Kuaray Ortega e Aldo Kuaray Ferreira.

Na quinta-feira, dia 22, a troca de ideias fica por conta de Gerson Gomes Karaí, um dos criadores do coletivo audiovisual de jovens Mbyá-Guarani Comunicação Kuery, formado em outubro de 2012, a partir da necessidade apontada pelas lideranças indígenas de registrar a vida e o cotidiano nas aldeias. Desde então, realiza documentários e vídeos que buscam dar mais visibilidade ao povo Guarani. Outro convidado é Pará Reté, uma indígena Mbya Guarani de 14 anos, que iniciou a trajetória no audiovisual como fotógrafa da 3ª Mostra Tela Indígena, em 2018. No ano seguinte, gravou seu primeiro curta-metragem “Kyringue Rory’i: o Sorriso das Crianças”.


Mais Lidas


Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895