Exposição homenageia o 'artivista' indígena Jaider Esbell

Exposição homenageia o 'artivista' indígena Jaider Esbell

"Miniarte", em cartaz na Galeria Gravura, exibe obras que denunciam agressões aos povos originários e reafirmam sua luta

Correio do Povo

Obra de Nara Fogaça

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A dramática, inesperada e chocante morte do “artivista” indígena Jaider Esbell, no recente Dia de Finados, aos 42 anos de idade, é difícil de ser entendida na sua dimensão individual. No entanto, a inestimável perda clarifica-se à luz do significado artístico, político e existencial da obra de Esbell, em contraposição à histórica opressão a que os povos originários estão submetidos no Brasil e no mundo.

Nesse contexto, a exposição coletiva internacional "Miniarte", cujo tema é “Vida”, em cartaz até o próximo dia 26 na Gravura Galeria (Corte Real, 647), em Porto Alegre, exibe obras que, por um lado, denunciam as agressões aos povos originários, e, por outro, reafirmam sua luta por reconhecimento e dignidade. Feito o recorte na mostra liderada pela artista visual e gestora cultural Clara Pechansky, são exemplos de manifestações pictóricas nessa linha os trabalhos das artistas brasileiras Zoravia Bettiol, Nara Fogaça, Graça Craidy e Eduarda Sbeghen; da espanhola Carlota Corso; do mexicano Luis Alfredo Güicho; da colombiana Sandra Cruz Peña; da chilena Linette Gibson; e de Julie Stockstad (EUA). A visitação ocorre de segundas a sexta-feiras, das 9h30min às 18h30min e sábado, das 9h30 às 13h30

Depois da fatídica partida de Jaider Esbell, tais obras se apresentam como uma forma de tributo que a consciência cidadã deve prestar à memória do grande “artivista”, como ele, com pertinência, se audenominava junto com seus colegas de criação e resistência. As obras do artista de Rorima foram expostas em outubro último, no Porto Alegre em Cena, que levou "Entidades" ao espelho dágua da Redenção. "Entidades" consistia em cobras figantes representando a fertilidade e a fartura. Os animais gigantes, na simbologia do povo Makuxi, trabalham incessantemente para proteger, alertar e manter vivos os povos originários. As criaturas que eram, originalmente, uma pintura foram transformadas em balões luminosos.  
 


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