Feriado com muito público e livro sobre crase na Feira

Feriado com muito público e livro sobre crase na Feira

Movimentação de leitores na Praça da Alfândega foi grande nesta terça; um dos destaques de vendas é 'À Crase, os Meus Respeitos', do jornalista, falecido em janeiro, Plínio Nunes

Livro 'À Crase, os meus Respeitos!', de Plínio Nunes, é um dos destaques de vendas da banca da ARI

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O feriado de Finados foi um dia ideal para compra de livros na 67ª Feira do Livro de Porto Alegre. Um grande público compareceu às 56 bancas montadas na Praça da Alfândega para comprar lançamentos e também os saldos com preços que variam de R$ 1,00 a R$ 50,00. Conforme o presidente da Câmara Rio-grandense do Livro, Isatir Bottin Filho, alguns números da Feira devem ser revelados até o fim da semana. “O levantamento de vendas que fazemos através de planilhas buscadas junto aos livreiros. Devemos ter este primeiro balanço a partir de quarta-feira e divulgá-lo a cada semana”, frisa Isatir. 

Um dos locais de maior concentração de pessoas em volta, com distanciamento e protocolos necessários, é o Espaço Floresta Encantada Petrobras, com a Contação de Histórias a partir das 10h, feita pelas contadoras Bárbara Catarina, Carmen Lima e Arthur Fernandes Cortês. Quem passa pelo espaço, talvez não saiba quem é o personagem que circula por aquele ambiente, Jairo Klein faz a alegria do público da Feira do Livro há 24 anos. O ator hoje é o Arauto, mas já interpretou personagens como Dom Quixote, Soldadinho de Chumbo e Rei Arthur, mas seu papel de maior destaque é Fernando Pessoa, trabalho que lhe rendeu destaque internacional, inclusive em Portugal.

Nesta edição, contando histórias infantis, o ator se mostra feliz por retornar aos palcos depois da pandemia. Questionado sobre a participação no evento, Jairo diz que não tem preço. 
Um dos livros muitos procurados na banca da Associação Riograndense de Imprensa é “À Crase, os Meus Respeitos” (Farol 3 Editores), do jornalista Plínio Nunes, revisor de textos do Correio do Povo, que faleceu em 26 de janeiro deste ano, aos 66 anos de idade. Na obra com 70 páginas, escrita inicialmente à caneta e transposta posteriormente ao computador, Plínio, em quatro capitulos, auxilia o leitor a saber tudo (ou quase tudo) sobre o uso correto da crase, extensivo também ao emprego da vírgula, do hífen e também dos porquês. A obra tem prefácio de Nilson Souza que brinca com o trocadilhar, verbo inventado, mas necessário para explanar um pouco sobre vida e obra de Plínio Nunes. Alguns brincavam com ele, que Plínio vivia em sua “Plinitude”. 
Nilson Souza escreve: “Plínio é um nome masculino. Gramática é palavra feminina. E a primeira lição que ele ensina: - Não se usa crase antes de palavra masculina. Ele fulmina, sem rima: - Trocadilho à Plínio Nunes”. 
Na introdução à obra, Plínio brinca com os conceitos do “lead” ou “lide’ no jornalismo que todo o início de matéria deve responder ao Que, Quem, Quando, Como, Onde e Porquê:
“Antes de saber QUANDO ocorre o fenômeno da crase, é imprescindível entender COMO e POR QUE ela acontece. A palavra CRASE é de origem grega e significa fusão, junção e contração”, explicando que o encontro da preposição “a” com o artigo “a” é uma contração sinalizada pelo acento grave. 





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