Terça para reverenciar Sergio Faraco

Terça para reverenciar Sergio Faraco

Escritor gaúcho de Alegrete, que completou 80 anos em julho, terá mesa especial em sua homenagem, às 19h30min, pelo site da Feira

Escritor gaúcho Sergio Faraco, que completou 80 anos no último dia 25 de julho

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A 66ª Feira do Livro de Porto Alegre tem como ponto alto desta terça-feira uma mesa intitulada “Para Celebrar Sergio Faraco”. A noite terá um papo com Luís Augusto Fischer, Nóia Kern e Altair Martins. A transmissão do evento, às 19h30min, será pela plataforma www.feiradolivropoa.com.br. 

Em 25 de julho de 2020, o gaúcho de Alegrete, Sergio Faraco, um dos maiores contistas do Brasil, completou 80 anos de idade. Para homenagear o autor de clássicos como “Dançar tango em Porto Alegre” (L&PM, 1998), “Noite de matar homem” (L&PM, 2008), “Majestic Hotel” (L&PM, 1991) e “Contos completos” (L&PM, 2011), a Feira do Livro organizou um debate especial. Dos participantes, o ex-patrono da Feira Luís Augusto Fischer é autor de livros como “Coruja, Qorpo-santo e Jacaré” (L&PM, 2013) e “Machado e Borges” (Arquipélago, 2018) e Altair Martins é autor de obras como “Terra Avulsa (Record, 2014) e “Os Donos do Inverno” (Não Editora, 2019). 

Para Fischer, reconhecer a obra e a presença de Faraco dá uma sensação de conforto existencial. “Conforto existencial: saber que temos escritores grandes, de obra já nítida na paisagem cultural, que ainda estão conosco. Os nossos maiores, os sábios da nossa aldeia: Sérgio da Costa Franco, Armindo Trevisan, Luis Fernando Verissimo, para citar três. Sérgio Faraco é um deles. Cronista, contista, memorialista, tradutor, a gente precisa do Faraco por perto. Aos 80 anos feitos há pouco, ele tem muito a nos dizer, e nós muito a aprender com ele”, destaca Fischer.

Altair lembra que Faraco é imprescindível para o conto. “Se o conto tem forma, ele achou, como achou a linguagem, os limites da tensão. Tudo o que escreveu esteve naquilo que é o mais difícil de alcançar na literatura: a medida. E tudo isso sem perder-se no insosso de uma narrativa que se fecha e se justifica em si mesma - ao contrário: seus textos nos tocam pela humanidade de seus personagens. Por isso, Sérgio Faraco é imprescindível”, diz.




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