“Guia Improvável Para Corpos Mutantes” ganha apresentação on-line pelo edital do Itaú Cultural

“Guia Improvável Para Corpos Mutantes” ganha apresentação on-line pelo edital do Itaú Cultural

Airton Tomazzoni assina criação e direção do espetáculo infanto-juvenil de dança

Vera Pinto

Coreografia parte da ideia de manuais e guias com orientações usuais na esfera educacional e artística, para jogar com os sentidos e criar um universo imaginário e lúdico

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O espetáculo infanto-juvenil gaúcho “Guia Improvável para Corpos Mutantes” terá uma apresentação on-line neste sábado, às 15h, dentro do projeto Arte como Respiro, do edital do Itaú Cultural para as Artes Cênicas. O trabalho foi um dos 200 selecionados entre as 7.239 inscritos e deve ficar disponível durante 24h no site https://www.itaucultural.org.br/secoes/agenda-cultural/festival-arte-como-respiro-edicao-cenicas

Contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015, o trabalho já fez circuitos estadual pelo Boticário em Dança e nacional pela Funarte, em 2015 e 2016, estando em cartaz em outras ocasiões nos últimos anos. Foi criado como resultado de uma bolsa de pesquisa do Rumos Itaú Cultural, tendo sua pré-estreia na Mostra Rumos Dança Itaú Cultural, em 2013, com a montagem ainda em processo. A trilha sonora do espetáculo, assinada por Gustavo Finkler, tem registro em um CD de música instrumental que inclui funks, sambas, rocks e toadas. Criação de um coletivo de artistas - Diego Esteves, Fernanda Boff, Gabriel Martins, Kalisy Cabeda, Karenina de los Santos e Douglas Jung - de Porto Alegre,  a coreografia dirigida por Airton Tomazzoni é voltada a crianças a partir dos 5 anos e tem duração de 45min. 

A coreografia parte da ideia de manuais e guias com orientações usuais na esfera educacional e artística para jogar com os sentidos e criar um universo imaginário e lúdico. Desta forma, um grupo de bailarinos coloca em dúvida o corpo, suas partes e sua funcionalidade em cenas que buscam redescobrir as possibilidades desse corpo modificar-se por si só, em seus arranjos e configurações. Bem com o uso de artifícios simples (vestimentas, objetos) ou recursos tecnológicos cada vez mais usuais como os tablets. A montagem também investiu no jogo com referências em escolas artísticas, como o cubismo e a Bauhaus, permitindo redimensionar as regras de funcionalidade do corpo e do seu uso. Nasceram daí cenas poéticas, como “Valsa para um rosto multifacetado”.

A trilha sonora original buscou também brincar com as mutações sonoras de estilos e gêneros, num mosaico animado e sensível. O projeto é uma forte referência na produção de dança para o público infanto-juvenil em Porto Alegre, por meio de uma pesquisa de linguagem que teve início em 2010, com a criação do espetáculo “Faz de Conta”, dirigido por Tomazzoni para o Grupo Experimental de Dança de Porto Alegre. A partir dele, um núcleo de artistas passou a investir na investigação do universo infantil.


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