Julio Zanotta lança dois livros no Memorial do Theatro São Pedro

Julio Zanotta lança dois livros no Memorial do Theatro São Pedro

Sessão de autógrafos do autor gaúcho será interativa e contará com exposição fotográfica e performance teatral

Correio do Povo

Júlio Zanotta, 71 anos, é nome fundamental do livro e dos palcos gaúchos.

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O escritor e dramaturgo Julio Zanotta lança, hoje, às 19h, no Memorial do Theatro São Pedro (Praça da Matriz s/nº), "Pisa Leve" e "O C... Voador", pela editora paulista Giostri. A noite de autógrafos será marcada pelo ineditismo e performance.  
Zanotta fará uma sessão de autógrafos imersiva, em que o leitor não apenas recebe uma dedicatória na primeira página do livro, mas interage com o seu conteúdo. Participa da dedicatória escolhendo e definindo aleatoriamente as palavras que formarão a frase que o autor escreverá.

 Como parte do evento, estará exposto um ensaio fotográfico que Gilberto Perin - que expôs em 2012 "Vestiário" - fez com o autor. O coletivo Teatral Levanta Favel fará uma intervenção cênica, interpretando alguns dos personagens das obras de Zanotta. O lançamnto sai pela Giostri, editora especializada em dramaturgia e ficção, que conta em seu catálogo com mais de 1700 autores. Possui seu próprio teatro, localizado na Bela Vista e uma livraria na Avenida Paulista, em São Paulo.   

Com 106 páginas, "Pisa Leve" é uma sátira distópica em que Porto Alegre, assolada por uma pandemia, entra em colapso. A cidade vai sendo decomposta por um apocalipse de sucata e plásticos. O Dr. Beiramar é um cirurgião alucinado que visita as favelas da capital e realiza estranhas cirurgias robóticas. Já "O C... Voador", com 134 páginas, traz um super-herói sexual que chega do espaço. Através de um relato marcado pelos elementos do sexo, do fantástico e da ironia, a obra descreve a vinda do personagem para a Terra e os relacionamentos que teve por aqui. 
 

Sobre o autor
Julio Zanotta (Pelotas, 1950) é nome fundamental do livro e dos palcos gaúchos. Na área da literatura, já publicou "Louco" (1995), "Teatro Lixo" (1996), "Nas Coxilhas Não Vai Nada?" (1997), "O Apocalipse Segundo Santo Ernesto de La Higuera" (2012) e "A Ninfa Dragão" (2014). Sua obra dramatúrgica também é extensa, com destaque para "Milkshakespeare" (2010, Premio Funarte de Literatura), "Nietzche no Paraguay" (1980), "A Mulher Crucificada" (2016), entre outros. A peça "As Cinzas do General", escrita e dirigida por Zanotta em 1980, teve problema com a censura da época e o levou a deixar o Brasil. A primeira peça da trilogia de sua autoria, "Um Dia Sodoma, No Outro Gomorra", em cartaz no teatro do Museu do Trabalho (2019), foi interrompida pela pandemia.  

Também tem uma trajetória importante como livreiro. Criador da Livraria Ao Pé da Letra, em Porto Alegre, chegou a manter filiais em Florianópolis e Curitiba. Foi presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, sendo o responsável pela modernização da Feira do Livro de Porto Alegre, a qual dirigiu por quatro anos. Em 1998, recebeu o título de Cidadão Honorário da Cidade de Porto Alegre. Na área da dramaturgia, teve sua carreira reconhecida em 2013, quando a Coordenação de Artes Cênicas da Prefeitura de Porto Alegre realizou a Semana Julio Zanotta. Ao longo de nove noites de leituras dramáticas, foram apresentadas 16 de suas obras teatrais, encenadas por diretores diferentes.

Foi um dos fundadores do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, em 1978. Sua persona teatral será lembrada neste lançamento, por meio de uma performance do coletivo Levanta Favela. O grupo foi responsável por uma das encenações mais contundentes do autor, levando à cena os textos "Lua de Mel em Buenos Aires", "A Mulher Crucificada" e "O Beijo da Besta", na Usina do Gasômetro, em 2016.

 


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