Lázaro Ramos recebe Troféu Oscarito no 47º Festival de Cinema de Gramado
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Lázaro Ramos recebe Troféu Oscarito no 47º Festival de Cinema de Gramado

Ator relembrou sua trajetória na Serra gaúcha

Por
Adriana Androvandi

Ator agradeceu a Ruth de Souza que lhe ensinou que podia sonhar

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O ator Lázaro Ramos recebeu o Troféu Oscarito, homenagem do Festival de Cinema de Gramado aos grandes nomes da atuação do cinema brasileiro. "É a primeira vez que subo ao palco do Palácio dos Festivais", disse Lázaro, contando que ganhou o kikito de Melhor Ator pelo filme "Cafundó", dirigido por Clóvis Bueno e Paulo Betti, em 2005, mas não pôde estar presente para receber à época.

O ator agradeceu a todos que fazem cinema brasileiro neste país. Além de agradecer a sua família, também dedicou o prêmio à atriz Ruth de Souza, falecida recentemente. "Ela me ensinou que eu podia sonhar", disse.

Em conversa com a imprensa na tarde desta segunda-feira, Lázaro relembrou sua trajetória, que começou no teatro em Salvador, na Bahia. Entre os papéis que ele mesmo destacou de sua filmografia está o de "Madame Satã", que  foi seu primeiro longa-metragem como protagonista. "Até hoje, quando viajo, alguém sempre me aborda para falar de 'Madame Satã', não passo um mês sem falar deste filme'", comentou.

Lázaro também disse que aprendeu muito ao trabalhar com Jorge Furtado, que lhe deu papéis em produções como "O Homem que Copiava" (2003), "Meu Tio Matou um Cara" (2004) e "Saneamento Básico" (2007). "A convivência com Jorge Furtado me abriu os olhos para muita coisa", contou.

Agora o artista está finalizando seu primeiro longa, "Medida Provisória", inspirado em um texto teatral. O filme deve estrear no ano que vem. "Está na fase da trilha sonora", antecipou.  

Sobre a sua carreira de ator, Lázaro revelou que procura não se repetir. "Tento não ser decifrado com muita facilidade, por isso procuro fazer papéis diferentes", explicou, preferindo alternar gêneros como comédia e drama. 

Sobre a questão de ter se tornado uma referência como ator negro, ele disse que busca a representatividade através de estímulos afetivos, tendo a arte como aliada. Sobre cineastas internacionais com quem gostaria de trabalhar, se "pudesse escolher", citou os nomes de Pedro Almodóvar, Spike Lee, Tarantino e irmãos Coen.