Mostra de cinema africano começa na terça-feira

Mostra de cinema africano começa na terça-feira

Seleção com 14 filmes de 11 países da África começa amanhã no Cine Farol Santander

Documentário ‘Makongo’ acompanha a história de ativistas que lutam contra analfabetismo

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Uma das novidades deste mês na programação de cinema de Porto Alegre é a mostra “Uma Viagem pelo Cinema Africano”, que começa nesta terça-feira no Cine Farol Santander (Rua Sete de Setembro, 1028), no Centro de Porto Alegre. São 14 filmes que contemplam 11 países do continente africano. A mostra conta com o apoio da Cinemateca da Embaixada da França e do Institut Français.
A organização da mostra ressalta que o audiovisual africano contemporâneo é rico e surpreende pela diversidade e criatividade de narrativa. Transpõe a cultura dos seus países e alcança reconhecimento internacional em grandes festivais pelo mundo, superando as limitações dos poucos recursos financeiros. 
A programação que começa amanhã será com dois filmes: “Turbulências”, às 15h, e “Makongo”, às 17h30min, que ficam em cartaz até 7 de janeiro. A grade de filmes será alternada a cada três ou quatro dias, seguindo até o dia 2 de fevereiro, de terças a domingos, no horário das 15h e das 17h30min. 
“Turbulências” é uma animação dirigida por Daniel Kamwa (duração 113 minutos). Na narrativa, um predador é alertado por um pássaro misterioso, gradualmente vai se convencendo de que ele mesmo é vítima de um sistema invisível de predação. Em um estranho planeta, onde lendárias criaturas, os goblins, o capturam, ele acaba tomando tentando emigrar.
Dirigido por Elvis Sabin Ngaïbino, “Makongo” é um documentário de 72 minutos. Traz a história de Albert e André, dois jovens pigmeus Aka de Mongoumba que eram motivo de chacota entre os alunos da escola, mas agora lutam contra o analfabetismo em sua comunidade. Para combater esse fenômeno de exclusão, os dois ativistas buscam montar uma escola móvel para educar as crianças. Por falta de financiamento, resolvem vender Makongo, lagartas comestíveis muito populares entre os centro-africanos, no mercado.
Outros documentários integra a seleção. Um é “Rua do Deserto, 143”. No meio do Saara argelino, uma mulher, Malika, escreve a sua história. Ela acolhe, por um cigarro, um café ou ovos, caminhoneiros, seres errantes e sonhos. “Ntarabana”, de François Woukoache, é um documentário que aborda o genocídio dos tutsis em Ruanda em 1994. E “Amal” se passa no Egito pós-revolução, em que uma adolescente insurgente está enfrentando mudanças sociais e íntimas. “Nos Passos da Rumba” passeia pela costa do continente africano, da bacia do Congo, de Cuba, do Equador e da Costa do Marfim, numa viagem recheada de relatos familiares e olhares apaixonados pela mistura que gerou a essência dessa arte musical africana, composta por olhares e ritmos da bacia do Congo, que lhe deram a forma e a alma.
O panorama ainda conta a animação “Minga e a Colher Quebrada”, de Claye Edou, é uma menina órfã que se vê em apuros quando sua madrasta a expulsa de casa. Em “Wallay”, um adolescente que vive com o pai é enviado para passar um período com o tio e sua família, que vivem em Burkina Faso, onde presencia costumes diferentes. A lista de filmes conta ainda com os dramas "Camille", de Boris Lojkine, "A Misericórdia da Selva", de Joel Karekezi, e “Run”, de Philippe Lacôte. 


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