Arte & Agenda

Museu de Amsterdã rejeita debate sobre caderno de desenhos atribuído a Van Gogh

Instituição diz que desenhos são imitações, enquanto editora afirma que são do artista

Obra reproduz 65 desenhos inéditos atribuídos ao artista
Obra reproduz 65 desenhos inéditos atribuídos ao artista Foto : Jacques Demarthon / AFP / CP
O museu Vincent Van Gogh de Amsterdã, que contém a maior coleção de obras do artista holandês, nega a autenticidade de um caderno de desenhos até agora não conhecido atribuído ao pintor e rejeitou nesta terça-feira a proposta da editora francesa que o publicou de realizar um debate público sobre essa questão.

Em um comunicado, a instituição afirmou que não havia "recebido resposta a suas perguntas" e pediu que a editora e a especialista canadense na obra do pintor, Bogomila Welsh-Ovcharov, apresentassem "respostas claras e abertas a nossos comentários, aos  elementos que necessitam de esclarecimento e às perguntas suscitadas". "Por enquanto, não vemos a utilidade de manter um debate", acrescentou.

Em 15 de novembro, a editora Seuil apresentou um livro intitulado "Vincent Van Gogh, le Brouillard d'Arles, Carnet retrouvé", assinado por Bogomila Welsh-Ovcharov, que reproduz 65 desenhos inéditos atribuídos ao artista. No mesmo dia, o museu Van Gogh assegurou que as imagens eram "imitações", baseando-se no tipo de tinta e de papel, no estilo e erros topográficos.

Com a esperança de colocar fim à polêmica, a editora propôs um debate público com o museu. Os desenhos foram feitos em um livro de contabilidade de um hotel em Arles, onde Van Gogh se hospedou em seus últimos anos. Segundo a editora, os proprietários do estabelecimento deram o livro a Van Gogh e ele usou de fevereiro de 1888 a maio de 1890 para desenhar paisagens e retratos, antes de devolvê-lo aos donos da pensão.

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