Museu descobre que 'falso Rembrandt' não era tão falso

Museu descobre que 'falso Rembrandt' não era tão falso

Quadro que havia sido retirado por 40 anos de um museu britânico por considerá-lo "um falso Rembrandt", na verdade pertence originalmente à escola do mestre holandês e será submetido a uma análise profunda

AFP

"Autorretrato com colar e chapéu preto" estará à venda na casa de leilões de Londres em 28 de julho.

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Um quadro que havia sido retirado por 40 anos de um museu britânico por considerá-lo "um falso Rembrandt", na verdade pertence originalmente à escola do mestre holandês e será submetido a uma análise profunda para determinar se ele é o autor - anunciou a instituição nesta terça-feira (1º).

Intitulado "Cabeça de homem com barba", o pequeno retrato que representa um velho olhando para baixo, foi levado ao museu Ashmolean de Oxford em 1951 e exibido como um Rembrandt.

Em 1982, porém, o Projeto de Pesquisa Rembrandt, autoridade no trabalho do pintor, classificou a pintura como falsa, e esta foi armazenada.

Pesquisas realizadas com novas tecnologias permitem "agora confirmar que foi pintada no estúdio de Rembrandt por volta de 1630", anunciou o museu Ashmolean em um comunicado.

A pintura será exibida em uma exposição em andamento sobre o jovem Rembrandt "antes de submetê-la a mais análises e trabalhos de restauração nos laboratórios de Ashmolean para determinar se existe alguma evidência da autoria Rembrandt", acrescentou o museu.

Foi justamente quando preparava essa exposição que a comissária An Van Camp decidiu reexaminar a obra.

O quadro foi analisado utilizando a técnica da dendrocronologia, um método de datação da madeira, que estabeleceu que a obra foi pintada sobre um painel extraído de um carvalho derrubado em 1618 e 1628 nas margens do mar Báltico e que já havia sido utilizado em outras obras de Rembrandt.

Van Camp explicou ao jornal britânico "The Guardian" que os especialistas que rejeitaram a pintura em 1982 a classificaram como procedente "do final do século XVII, quando Rembrandt sequer estava vivo".

No entanto, ela sempre esteve convencida da autenticidade do quadro: "Isso é o que Rembrandt fazia. Esses pequenos estudos de velhos de aspecto triste, melancólico e pensativo".


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