Novo livro de Hiltor Mombach tem sessão de autógrafos hoje em Porto Alegre
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Novo livro de Hiltor Mombach tem sessão de autógrafos hoje em Porto Alegre

Jornalista e colunista do Correio do Povo escreveu obra juntamente com José Facundo e Claudia Schroeder

Por
Correio do Povo

Obra de Hiltor Mombach teve pré-lançamento durante a Feira do Livro

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Um veterano tenista perde a esposa e marca um encontro com o amigo psiquiatra. Ali, faz uma confissão: "Não quero que fiques chateado. Queria que entendesses que não consigo mais viver. Eu vou morrer." Pouco depois morre, no dia do aniversário da esposa. A história, verdadeira, é contada pelo psiquiatra José Facundo no livro “Partidas”, assinado ainda pela poeta e publicitária Claudia Schroeder e pelo jornalista e escritor Hiltor Mombach, colunista do Correio do Povo, que tem sessão de autógrafos hoje, 19h30min, no Barranquinho (Protásio Alves, 1538). A capa é do artista visual Guilherme Dable.

Numa das crônicas, Hiltor lembra dos Jogos de Atlanta, quando uma bomba explodiu no dia 27 de julho de 1996 no Centennial Park, o parque temático da Coca-Cola, ferindo cerca de 150 pessoas e matando duas. Hiltor estava hospitalizado no Georgia Baptist.

“Fico no térreo, numa cama destas com rodinhas. Aplicam uma agulha em cada braço. Em menos de 5 minutos, alguém retira as agulhas e sai em disparada pelo corredor gritando ‘uma bomba, uma bomba’. Entra com minha cama no elevador e eu, desesperado, mando que ele saia do hospital. Se tem uma bomba ali, o melhor lugar é lá fora. Ele me explica que havia explodido uma bomba no Centennial Park e que 57 das mais de cem vítimas estavam sendo conduzidas para o Baptist.” 

Claudia Schroeder dá o tom com poesias em perfeita sintonia com os textos. 

Envelhecer-se.
Sentir as dores as contraturas os contratos.
Saber que não mais corro ultrapassando
as velocidades ferozes
e vorazes.
Perdoar as secas feridas e os placares árduos
das perdas.
Envelhecer-se
sem sair do ranking e da vida.

Como diz o prefácio do médico, cadeirante, tenista e atleta paralímpico José Carlos Morais, professor da Faculdade de Medicina da UFRJ: “A prosa de Facundo é densa, bate sólida do fundo da quadra para Claudia definir, na rede, com a maestria dos seus entoados versos.