Organizadores projetam uma Bienal do Mercosul jovem, democrática e pop

Organizadores projetam uma Bienal do Mercosul jovem, democrática e pop

O curador da nova edição da mostra e sua equipe foram apresentados à imprensa nesta quinta-feira

Kyane Sutelo

O curador-chefe, Raphael Fonseca, e a presidente da 14ª Bienal do Mercosul, Carmen Ferrão

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Jovem, democrática e pop. Essa foi a cara da 14ª Bienal do Mercosul apresentada nesta quinta-feira em coletiva de imprensa, com previsão de realização entre 12 e 17 de setembro. A presidente Carmen Ferrão anunciou que segue à frente da mostra e apresentou quem trará essa nova personalidade à próxima edição: o curador-chefe Raphael Fonseca.

O pesquisador e doutor em Crítica e História da Arte é carioca e faz a curadoria de arte moderna e contemporânea latino-americana do Denver Art Museum. “Achei que ele era o cara, a pessoa certa para esse momento. É um jovem curador, tem 35 anos. Quando soube a idade dele, disse ‘nossa! Toda essa experiência com 35 anos!’”, relembrou a presidente da Bienal. 

Ainda não há orçamento definido ou artistas escolhidos, mas o curador-chefe já formou equipe e tem um Norte a seguir. “Se ela (a Bienal) tem 650 mil pessoas visitando, não é uma exposição feita para meus parceiros doutores, tem que ser, por si só, popular, pensada para massas”, disse ele, que conheceu a mostra, há mais de 10 anos, em uma das primeiras viagens a trabalho. “Tenho um carinho muito grande por Porto Alegre”, enfatizou.

Segundo Raphael, sua equipe é originária da classe trabalhadora e pensará em formas de, sem romantizar, levar a arte às periferias. Carmen destacou que é um movimento que já vem ocorrendo. “É uma Bienal cada vez mais democrática, que envolva o maior número de pessoas, dos mais diferentes gêneros e de todos os níveis”, afirmou, pontuando que o evento é gratuito. Segundo ela, a intenção, é chegar a 800 mil visitantes, no mínimo.

A nova equipe é formada pelos curadores adjuntos Tiago Sant’Ana e Yina Jiménez Suriel, e também a curadora-assistente Fernanda Medeiros. Também há profissionais para gerir projetos específicos. A parte educativa terá curadoria de Andréa Hygino e Michele Ziegt. Os programas públicos terão como curadoras Anna Mattos e Marina Feldens.

Com profissionais locais mesclados aos de outros estados e até mesmo de fora do país – Yina é da República Dominicana –, Raphael pretende diversificar. Ele promete intervenções digitais, mas também obras artesanais, artistas gaúchos e internacionais, projetos sóbrios, mas também cores. “A ideia é tentar fazer uma Bienal que tenha uma cara mais pop”, projetou ele. 

Enquanto a última mostra trouxe os desafios da pandemia, a vida deve pautar esta edição. Carmen promete ainda manter parcerias com galerias, projetos gastronômicos e iniciativas para levar as pessoas até os espaços. Ela pediu apoio privado. “Gostaria muito que a gente desse este passo importante, através dos patrocinadores, das marcas entenderem a importância de fazer parte de uma Bienal”, disse.


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