Sérgio Rojas apresenta "Atemporal" hoje no Theatro São Pedro
capa

Sérgio Rojas apresenta "Atemporal" hoje no Theatro São Pedro

Novo trabalho remete às raízes musicais do renomado cantor gaúcho

Por
Correio do Povo

Rojas é natural de Uruguaiana e tem 50 anos de trajetória musical

publicidade

“Atemporal” remete às raízes musicais de Sérgio Rojas, músico com 50 anos de trajetória, natural de Uruguaiana, na fronteira entre o Brasil, Argentina e Uruguai, que não abre mão dessas influências em seu trabalho autoral. Apostando em uma atitude conceitual nos arranjos, ele mostra sua mais recente obra, hoje, às 21h, no Theatro São Pedro (Praça da Matriz, s/n°), acompanhado da Orquestra de Cordas Camerata L’Estro Armonico e convidados especiais.

São eles: Vitor Ramil, Daniel Torres, Dante Ramon Ledesma, Jorginho do Trompete, Gilberto Oliveira, Miguel Tejera, Gonzalo Araya, Bruno Jardim, Gustavo dos Santos, Cintia de Los Santos e Eduardo Alves. 

Dezessete músicas compõem o repertório, com ritmos que vão do contemporâneo pop rock argentino, como em “Quiero Seguir”, que abrirá o show; passando pelo folclore latino. Rojas, que é bastante requisitado em trilhas para cinema e publicidade, faz uma releitura de “Fuiste Mía un Verano”, canção de 1969 de Leonardo Favio. E traz referências da sua origem milongueira, como na autobiográfica “Testamento”, que dá o tom eclético. 

Unidade conceitual

“Apesar de ser um álbum cheio de referências, ele possui uma unidade conceitual. As letras falam sobre pertencimento, amor à natureza e às relações, elementos que me prendem ao presente. Também há muito da minha inquietação e deslumbramento com o que irrompe o habitual, condições que me movem ao longo da carreira”, diz Rojas. 

A capa do disco traz a reprodução da tela “Das Raízes às Galáxias”, do pintor uruguaio Alejandro Arnutti, reconhecido pelas telas realistas. Rojas aparece ao lado do seu cão fiel, Ziggy, sendo que ambos usam capacete de astronauta. No lugar dos pés, o artista é ilustrado com raízes, simbolizando a essência universal, inquieta e ao mesmo tempo tão incrustada em referências clássicas. A banda que subirá ao palco é formada por Sandro Berneira (contrabaixo), Rafa Schuler (guitarra), Alexandre Olly (bateria) e Diogo Barcelos (piano acústico e teclados).