Uma noite para Adriana Calcanhotto reviver Gal Costa

Uma noite para Adriana Calcanhotto reviver Gal Costa

Com os mesmos músicos e equipe, cantora e compositora gaúcha homenageia nesta quinta, às 21h, na PUCRS, a baiana que nos deixou em 2022

Luiz Gonzaga Lopes

Adriana Calcanhotto: "A Gal era muito ousada e cada vez que ela ousava, o público se espantava e ela se espantava com o espanto das pessoas"

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Quando Gal Costa morreu em 9 de novembro de 2022, uma parte dos grandes momentos da música brasileira se foi com ela, de uma cantora ousada, que dava outra vida a canções de outros compositores e com um timbre único e uma postura ímpar. Quase meio ano depois, Porto Alegre foi a cidade escolhida para a estreia de “Gal: Coisas sagradas permanecem”, show de Adriana Calcanhotto em homenagem à cantora baiana. A turnê segue depois para o Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo, Santos e Salvador. O show será nesta quinta-feira, 27, às 21h, no Salão de Atos da PUCRS (Ipiranga, 6681), com ingressos na PUCRS Store, no prédio 15 do Campus e na bilheteria do Salão, no dia da apresentação. 

“Coisas sagradas permanecem” é o verso escrito por Caetano Veloso para “Recanto escuro”, canção escrita para Gal Costa, sobre Gal Costa, para ser cantada por Gal, que permanece viva na voz de Adriana. O espetáculo nasceu a partir de uma ideia de Marcus Preto, produtor e diretor artístico de álbuns e shows de Gal, que manifestou o desejo de uma homenagem a ela. “Um show com os mesmos músicos, mesma iluminadora, mesmo roadie...”, lembra o produtor. Quando pensou em quem poderia estar à frente do projeto, Adriana foi a primeira que lhe veio à cabeça. 

Adriana e Marcus assinam a direção do espetáculo, que tem cenário criado por Omar Salomão, filho de Waly. A banda traz músicos que tocaram com Gal em seus trabalhos mais recentes. Limma (teclados), Fabio Sá (baixo) e Vitor Cabral (bateria e percussões) integram o trio que acompanhou a cantora em sua última turnê, “As várias pontas de uma estrela”. Completa a formação Pedro Sá (guitarra e violão), que esteve com Gal na turnê “A pele do futuro”.

“A Gal faz muita falta. Ela era ousada e cada vez que ela ousava, o público se espantava e ela se espantava com o espanto das pessoas. Um dos motivos que levou o Marcus Pretto a me convidar foi a relação estreita que tenho com o repertório de Gal. O lance de gravar poetas malditos, mais rarefeitos e até canções mais populares de rádio foi um dos motivos para ele me convidar. Aí eu disse que eu aprendi com Gal. Não é uma simples coincidência. É aprendizado, admiração”, pontua Adriana. O repertório atravessa diferentes momentos da carreira de Gal, explorando cruzamentos entre sua trajetória e a de Adriana. Um exemplo é “Esquadros”, presente no roteiro. A canção da compositora gaúcha foi registrada pela baiana no disco “Aquele frevo axé” (1998). 

Sobre o Lupicínio Rodrigues, que une as duas, Adriana diz: “Quando ela gravou ‘Volta’ em um piano suingado. Me lembro da sensação de ouvir e entender que era uma apropriação, pois Lupicínio sempre existiu. Eu nasci sabendo aquelas canções. Ela cantou de uma maneira única, sendo uma intérprete que é autora, autoridade para mexer com notas para tornar dela”. “O show se estrutura sobre recortes de aspectos de sua obra, como os poetas Waly Salomão e Augusto de Campos, que escreveu a versão em português de ‘Solitude’ - clássico de Duke Ellington gravado por Gal em ‘Caras e bocas’, de 1977”, destaca Marcus. O roteiro passa por canções que, de alguma maneira, desenham retratos de Gal. Entre elas “Recanto escuro”, além de “Meu nome é Gal” (de Roberto e Erasmo Carlos) e “Caras e bocas”, entre outras.


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