Acertou em cheio
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Acertou em cheio

A vida e a carreira do músico pop Elton John é destrinchada em "Rocketman", direção de Dexter Fletcher, e que é apresentado em forma de musical

Por
Chico Izidro

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A vida e a carreira do músico pop Elton John é destrinchada em "Rocketman", direção de Dexter Fletcher, e que é apresentado em forma de musical. E a história não tem rodeios, mostrando abertamente cenas de sexo gay e uso de drogas pelo cantor de pérolas como "Empty Garden", "Goodbye Yellow Brick Road", "Daniel", "Nikita" e "Tiny Dancer", entre outros clássicos.
O longa é um musical clássico, com os atores cantando e dançando com belas coreografias - as músicas de Elton John embalam a trilha sonora e contam a história, quase todas na voz do ator Taron Egerton, que apresenta uma performance espetacular interpretando o cantor e soltando a própria voz, sem apelar para a dublagem. Nada foi vetado na trama, que destaca o vício em bebidas e drogas do cantor, assim como sua jornada de recuperação.

É realçada também a difícil relação que ele teve com o pai frio e distante e que o privou de carinho - o pai é vivido por Steven Mackintosh, ótimo. E na pele da mãe a também excelente Bryce Dallas Howard, que faz uma genitora muito pouco preocupada em criar o seu rebento, mais preocupada com seus vestidos e namorados. Mas é mostrada também a amizade e parceria com seu parceiro de mais de 50 anos, Bernie Taupin, interpretado com perfeição por Jamie Bell, e que é o letrista das músicas de Elton John. O filme, que tem o próprio artista entre os produtores, também não censura nada, mostrando uma cena de sexo gay e uma orgia.

É difícil não cair em comparações com outras cinebiografias do meio musical, principalmente com o recente e equivocado "Bohemian Rhapsody", que errou feio ao tentar contar a vida de outro ícone musical, Freddie Mercury. "Rocketman" acertou em cheio, entregando um filmaço musical que havia muito não ocorria.