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Alegoria sem envolvimento

"Inferninho", dirigido por Guto Parente e Pedro Diógenes, se refere a um bar em uma cidadezinha do interior do país. Tem cara de Nordeste, mas pode ser qualquer outro local. Toda a trama se passa lá dentro, entre suas paredes carcomidas e seus frequentadores bizarros, fantasiados de Wolverine, Homem Aranha e até o Coringa

Por
Chico Izidro

O longa brasileiro 'Inferninho' é uma das novidades nos cinemas

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"Inferninho", dirigido por Guto Parente e Pedro Diógenes, se refere a um bar em uma cidadezinha do interior do país. Tem cara de Nordeste, mas pode ser qualquer outro local. Toda a trama se passa lá dentro, entre suas paredes carcomidas e seus frequentadores bizarros, fantasiados de Wolverine, Homem Aranha e até o Coringa. O garçom (Rafael Martins)  se veste de coelho e tem a língua presa.

 O local pertence a uma mulher trans, Deusimar (Yuri Yakamoto), sonhadora e que tem planos de um dia sair daquele lugar, mas falta-lhe coragem. Um dia recebe no bar Jarbas (Demick Lopes), um marinheiro que ela acha parecido com Sean Penn. A empatia entre ambas é imediata e logo passam a viver um romance tórrido. Até que um dia um homem surge no Inferninho querendo comprá-lo, pois ele está em meio a um lugar onde haverá obras.

De repente, tudo se transforma. Pode ser fantasia, realidade. Tudo confuso nesta alegoria, que não consegue compactuar muito bem com o espectador. Cenários toscos, atuações primárias, quase teatrais. Perdido.