Boa dose de ação e política

Boa dose de ação e política

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O astro chinês Jackie Chan mostra estar muito em forma aos 63 anos no político "O Estrangeiro" (The Foreigner), dirigido por  Martin Campbell, que comandou dois longas da franquia de James Bond, "007 - Cassino Royale" e "007 Contra GoldenEye". O ator não poupa suas acrobacias e balé em suas lutas, mas apresenta um personagem sombrio e vingativo, Quan Ngoc Minh.


Chan é um comerciante viúvo que mora em Londres, ao lado da filha Fan (Katie Leung). A garota, no entanto, acaba morrendo em um atentado a bomba feito por terroristas irlandeses. Ao ser ignorado pelas autoridades, que não se empenham em buscar os criminosos, Quan Ngoc Minh tenta ajuda de um ex-militante da organização que praticou o atentado, uma espécie de IRA, o agora primeiro-ministro Liam Hennessy (Pierce Brosnan, que interpretou James Bond em quatro filmes).


Mas o político também não faz força nenhuma para ajudar o imigrante. Que então decide buscar justiça pelas próprias mãos - e aí surge o verdadeiro Quan Ngoc Minh, que antes de imigrar para a Inglaterra, era das forças especiais do exército, uma espécie de máquina de matar. E essa sua faceta renasce com muita força.


O filme de Martin Campbell mostra um equilíbrio muito forte entre cenas de ação e política. E Jackie Chan apresenta uma bela atuação, deixando de lado aquele seu lado mais engraçado, mostrando um personagem triste, mas determinado. Brosnan também não fica muito atrás, apresentando um político cínico e aproveitador. Até mesmo lembra um pouco o namorado de Sally Field em "Uma Babá     Quase Perfeita", inimigo do ex-marido dela, Robin Williams.

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895