Filme de Polanski com drama e vigor, do cinema para a nossa casa
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Filme de Polanski com drama e vigor, do cinema para a nossa casa

“O Oficial e o Espião” conta drama judicial verídico na França

Por
Marcos Santuario

Jean Dujardin (D) vive o oficial Picquart

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Depois de ganhar as telas dos cinemas mundiais recentemente, já pode ser visto em plataforma de streaming o mais recente filme do Roman Polanski, de 86 anos. Em “O Oficial e o Espião”, o diretor escolheu uma trama que mescla o universo militar da França do final do século 19, com a injustiça possível no universo humano.

Com o trabalho, ganhador do prêmio do Grande Júri no Festival de Veneza, coloca em cena o julgamento do militar judeu Alfred Dreyfus, acusado de traição, com provas duvidosas. Este personagem, baseado em caso real, perseguido, acusado e condenado, de alguma forma pode remeter ao que o próprio diretor enfrenta, no tribunal das mídias e dos países que analisam as acusações que recaem sobre ele de crimes sexuais. 

A história já relatou que no caso Dreyfus, o oficial francês é acusado erroneamente de espionagem, e na tela está ao lado do capitão Picquart (vivido pelo excelente ator Jean Dujardin). A sentença já é dada nos primeiros minutos de “O Oficial e o Espião”, mas o que realmente pode envolver na trama é o intrincado número de interesses que desejam manter o erro sem corrigir a injustiça. 

O caso durou 12 anos. O que aconteceu é contado, no filme de Polanski não pelo ponto de vista de Dreyfus (a vítima que foi desterrada, obrigada a viver isolada da sociedade), mas no do coronel Picquart, que acompanhou o julgamento e, depois, ganhou a missão de renovar os serviços de contraespionagem do país. Vale estar atento à trama para encontrar o próprio Roman Polanski, que aparece em uma das cenas do filme.

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