Final digno
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Final digno

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"Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos", direção de Peter Jackson, encerra a trilogia iniciada em 2012 com "O Hobbit - Uma Jornada Inesperada", e "O Hobbit - A Desolação de Smaug". E é um final digno da obra de J. R. R. Tolkien, apesar de tomar algumas liberdades, como a aparição de uma elfa que não existe no livro (Tauriel, interpretada por Evangeline Lilly); A história foca em obsessão, amizade e amor. Além de ter longas cenas de batalhas muito bem filmadas, e que sem querer dar spoilers, traz um destino trágico para muito dos personagens.

O filme começa com o dragão Smaug destruindo a cidade próxima a seu castelo, para logo ser derotado por Bard (Luke Evans). Então o castelo de Smaug fica desguanercido, com todo o ouro a disposição de quem quiser pegá-lo. Os anões liderados por Thorin (Richard Armitage) é que chegam primeiro ao local, e Thorin acaba possuído pela ganância, e de jeito nenhum quer abandonar toda aquela riqueza - que está na mira dos elfos, orcs, homens comuns e outros anões, que acabam entrando numa batalha pelo controle do local. Nisso tudo, o hobbit Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) tenta com que os contendores dialoguem e não se matem.

"Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos" é um bom filme, apesar de como os outros, ser um pouco longo demais, com momentos desnecessários. O destaque fica por conta de Richard Armitage e seu Thorin, um rei obcecado por riqueza e que acaba deixando a amizade e a lealdade para trás. Ah, também é interessante ver o nonagenário ator Christopher Lee (ele está com 92 anos), que ficou famoso como o Conde Drácula, nos filmes da Hammer, nos anos 1960, no papel do feiticeiro Saruman, em cenas de ação.


Chico Izidro