Para cair na teia
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Para cair na teia

"Homem-Aranha - Longe de Casa" (Spider-Man: Far From Home), direção de Jon Watts, transcorre logo após os eventos ocorridos em "Vingadores: Ultimato",

Por
Chico Izidro

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 "Homem-Aranha - Longe de Casa" (Spider-Man: Far From Home), direção de Jon Watts, transcorre logo após os eventos ocorridos em "Vingadores: Ultimato", onde metade da população mundial havia evaporado e depois retornado, após cinco anos. E com as mortes do Homem de Ferro, do Capitão América e da Viúva Negra. Peter Parker (Tom Holland)  tenta levar sua vida normal, mas sabe que isso é impossível para ele.

E mesmo um simples tour pela Europa com os colegas do ensino médio se tornam uma missão, quando uma ameaça interplanetária, chamado de Elementais, surge, e ele é convocado por Nick Fury (Samuel L. Jackson) para ajudar um novo herói que aparece, o alienígena Mysterio (Jake Gyllenhaal), e combater o monstro. Além disso, Parker tem de aprender a lidar com um óculos especial e de inteligência artificial deixado para ele por Tony Stark.  

O longa tem bons momentos de ação, humor, bons efeitos especiais, uma tour por países como Alemanha, Áustria, República Tcheca, Itália. Porém é feito para um público específico, mais jovem. A ideia de atualizar os personagens incomoda aqueles, que como eu, foram criados lendo as revistas em quadrinhos do Aracnídeo nos anos 1970 e 1980.

Mary Jane não é mais uma adolescente gostosona e ruiva, e sim uma magrela morena e sem graça. Tia May agora é vivida pela linda Marisa Tomei, ou seja, nada daquela velha enrugadinha dos quadrinhos ou a cara de sofrimento de Sally Field nos filmes da primeira parte do século. O melhor amigo do Homem-Aranha é um adolescente gordinho e maori, que consegue namorar a loirinha inteligente da escola. Muitas alterações, feitas para arregimentar o público de nossos dias, mas que para a velha guarda, são heresias.