Maurício Dulac: “Temos toda uma preparação para esse processo de merecer ganhar”
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Maurício Dulac: “Temos toda uma preparação para esse processo de merecer ganhar”

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Maurício Dulac auxilia nos trabalhos do dia a dia e é o responsável pela programação de trabalhos - Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP


Maurício Dulac: Eu acho que os próprios treinadores passaram a valorizar mais. Antigamente, os treinadores se fechavam e tinham que tomar muitas decisões. Hoje começaram a abrir mais isso por uma forma de agir, que julgo correta. Eles começaram a ver a importância do trabalho e a destacar os auxiliares nas conquistas.

Assim como os jogadores sabem quantas pessoas precisam estar em volta para ganhar um jogo. Se pegarmos todo o vestiário, são os 11, mais a pessoa que limpa, o Seu Gentil (da rouparia) que limpa a chuteira deles todo o dia, a pessoa que serve o cafezinho, o cara que entrega o uniforme limpinho e dobradinho. Acho que as pessoas estão se dando mais valor para as outras, por uma questão de consciência.

CP: Chateou muito o fato de um companheiro de profissão (Renato Portaluppi após o Gre-Nal) menosprezar o trabalho de vocês?

Maurício Dulac: Não me afetou em nada. Preferi nem ouvir ele falar, pois tenho o Renato como um espelho. Vejo ele fazendo bons trabalhos e vejo o time dele jogando de um jeito muito bom. Não podemos falar nada diferente, pois o Grêmio é disparado na frente dos outros o melhor time do Brasil.

Não sei se foi o momento, pois... talvez, se criou uma expectativa muito grande no jogo. Não só deles, mas de todas as pessoas, que ia ser um massacre. Talvez, isso tenha levado ele a fazer... mas, sinceramente, não me afetou em nada porque o meu foco é no trabalho. Tenho que pensar na Chapecoense (entrevista realizada no dia 16). No Corinthians e assim por diante.

CP: Deixe um recado para os colorados.

Maurício Dulac: É preciso acreditar no que está sendo feito no clube. E acreditar que isso é um processo e que não vai ser de um dia para o outro que vamos ser campeões brasileiros. Que não vai ser de um dia para o outro que vamos vencer em casa por três, quatro ou cinco (gols), como ocorria antigamente. É só acreditar neste processo e saber que as pessoas que estão trabalhando com o maior respeito e com a maior vontade de ganhar.

Queremos ganhar, mas não é varinha mágica, que encosta e saem os gols. Eu sei que é difícil jogar e não ganhar. Como foi contra o Cruzeiro, quando jogamos muito bem e a bola não entrou. A frustração que ficamos quando isso ocorre é mais ou menos a da torcida quando não ganhamos os jogos. Temos que acreditar no trabalho. Treinador e auxiliar é 24 horas pensando em como melhorar, os motivos de ter levado gol, as razões de não ter marcado, então, a maior vontade de ganhar é nossa, da comissão técnica. Temos que provar. O Inter nos deu a oportunidade e é a melhor que temos, por isso, temos que provar.