Um dia sem paredes
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Um dia sem paredes

Por
Alina Souza

Crianças apreciam a exposição do projeto Oceano realizado pelo Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), no Acqua Lokos Parque Hotel.

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Há tanto para descobrirmos fora da alçada cômoda de nossos quartos. Os olhos das crianças não enganam a felicidade que cresce e festeja dentro de um dia de passeio. O que nos salva do desgaste da rotina é a capacidade de deslumbramento, a curiosidade pelo desconhecido, o desejo de explorar os detalhes da paisagem e reconhecer que nós também somos pequenos viventes (às vezes, sobreviventes) no meio do infinito. Encontrei tal plenitude na face do menino fascinado com um pinguim taxidermizado do projeto socioambiental Oceano no Parque Acqua Lokos, em Capão da Canoa. Como todo profundo investigador, ele pergunta: “É de verdade?”. Sim, a verdade é muito grande, depende do ponto de vista — divago enquanto as estudantes de Biologia Marinha/ UFRGS/ Ceclimar também respondem afirmativamente, elas mesmas surpresas com a constatação. Em segundos, o menino recria a vida do animal em sua imaginação, esquece as telas de celulares e computadores, preocupado em desvendar cada partícula deste mágico e poderoso brinquedo chamado natureza.