Patrona da 65ª Feira do Livro é homenageada
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Patrona da 65ª Feira do Livro é homenageada

Grupo de idosas realizou apresentação misturando música, dança e literatura

Por
Correio do Povo

Marô Barbieri recebeu homenagem do grupo Envelhecências

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*Carolina Pastl (6º semestre Ufrgs)

A Patrona da 65ª Feira do Livro de Porto Alegre, Marô Barbieri, foi homenageada pelo grupo Envelhecências, no Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo nesta sexta-feira. Cerca de 20 idosas leram e interpretaram seu livro “Baile das portas”. Durante a leitura, os músicos da orquestra Villa Lobos Tales e Jason Mença e o bailarino Gustavo Couto realizaram intervenções.

Esse coletivo faz parte do projeto de terapia social do Instituto Brasileiro da Pessoa. Durante seus encontros, o coordenador Marco Aurélio Alves explicou que há um momento para elas comentarem livros que estão lendo. “E quando Marô Barbieri foi escolhida como a Patrona da Feira do Livro, uma delas nos contou uma história.”

Professora aposentada, Eva Esperança foi quem trouxe essa história de 15 anos atrás. Conhecia textos de Marô Barbieri e, quando a encontrou, logo falou a ela que era seu sonho fazer uma Feira do Livro na escola rural que lecionava. Esperança explicou: “Alguns alunos me perguntaram se poderiam, um dia, ser escritores. Foi aí que tive a ideia. Porque até então aqueles nomes que estavam em capas de livros não significavam muito para eles. Parecia que era meio mágico. E, quando convidei Marô para ir ao meu colégio, ela prontamente disse que ia”.

“Por isso, nós decidimos homenagear essa escritora e, através dela, homenagear a literatura, a Feira do Livro e a todas as pessoas que se dedicam à isso”, emendou Alves. Em relação à escolha do texto, Marco Aurélio entende que é muito atual. “Hoje todos ficam fechados dentro de casulos e de opiniões muito restritas. Nós pensamos em falar sobre portas para abri-las e festejá-las”, esclareceu.

Ao final, Marô Barbieri não supriu elogios. “Quando se chega a um determinado momento da vida e se recebe um retorno desses, é uma coisa que conforta. Tu percebes que a tua vida valeu a pena. É muito bonito”, concluiu.