Com toda sua fama de prova estratégica e que valoriza a experiência, as 500 Milhas de Indianápolis tem vivido seus momentos decisivos, nos últimos anos, também nas voltas iniciais. Na avaliação do piloto da Dreyer & Reinbold, Sage Karam, os carros com aeroscreen (a proteção externa de cockpit) e o desenvolvimento ininterrupto do acerto do Dallara DW12 estão gerando corridas com inícios muito mais agressivos para, depois virarem duelos táticos intensos.
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"A corrida mudou um pouco. Em parte pelos carros estarem tão seguros com o aeroscreen, mas também pela característica aerodinâmica deles", avaliou o piloto norte-americano. "Está mais difícil ultrapassar quando o pelotão se estabiliza", acrescentou Karam.
As largadas e relargadas, segundo ele, são pontos especialmente críticos desse novo formato de corrida. "Antigamente, nunca veríamos alguns pilotos tentarem ganhar, quatro, cinco posições e se atirando para pequenos espaços na largada e primeiras quatro voltas", enfatizou. "Mas agora a posição de pista está muito importante para definir a estratégia."
O cenário, basicamente, é de atacar no começo para, até o terço final de prova encontrar um lugar entre os 15 primeiros, de preferência no top 10. "Ou então precisa começar a inventar muita coisa na estratégia e contar com sorte, uma verdadeira loteria", afirmou Karam.
"Se você estiver no top 15, está dentro, pode pensar num dia especial", frisou o piloto. "Mesmo assim, a gente quer estar o mais para a frente o quanto antes", considerou o 22º colocado no grid para a corrida de domingo.
Santino Ferrucci, o companheiro de equipe, concordou com a projeção. "A gente teve mais tempo para trabalhar o acerto de corrida, com o treino a mais de abril", lembrou. "Ainda assim, não vai ser fácil negociar muitas posições com a turbulência."
