Eleições 2022: PT consegue apoio do PSol no Rio Grande do Sul

Eleições 2022: PT consegue apoio do PSol no Rio Grande do Sul

Pedro Ruas será vice na chapa de Edegar Pretto e Roberto Robaina ficará com a 1º suplência de Olívio Dutra, que concorre ao Senado

Taline Oppitz

O vereador Pedro Ruas recua na candidatura ao Piratini será vice de Edegar Pretto

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Na véspera do fim de semana que será marcado pela segunda e última leva de convenções partidárias, o PT conseguiu viabilizar a ampliação da aliança em torno de Edegar Pretto. A composição terá Pretto na cabeça de chapa, Pedro Ruas na vice e Roberto Robaina na primeira suplência de Olívio Dutra, que disputará o Senado. Nesta semana, como antecipado pela coluna, o PSol ficou mexido com a proposta petista para que Robaina fosse um dos suplentes de Olívio. O partido então pediu também a vice e levou. O desfecho foi selado no fim do dia desta sexta-feira.

A decisão, no entanto, não agradou a todos, especialmente o PV, que deve ficar de fora da majoritária. Inicialmente, o ex-vereador Marcelo Sgarbossa era cotado para uma das suplências de Olívio, que agora deve ficar com o PCdoB. Os três partidos estão unidos em federação. A ampliação da aliança foi viabilizada pela conscientização de líderes petistas de que o partido corre o sério risco de mais uma vez ficar de fora do segundo turno.

Discussão

Idealizador da proposta de mandato coletivo ao Senado, o PV se reúne neste sábado pela manhã. Na pauta, a decisão do PT de ceder uma suplência ao Senado e a vice ao PSol, o que tirou o partido e o ex-vereador Marcelo Sgarbossa da majoritária. A segunda suplência ficaria com o PCdo B, que segundo Sgarbossa, assim como o PV, também não foi previamente consultado sobre a decisão da cúpula petista. “Porque o PSol precisa assumir duas vagas e tirar alguém da composição? O jogo não está jogado. Nem para o PV nem para o PCdoB”, disse Sgarbossa à coluna. 

Desfecho no MDB

Em relação às demais convenções, um dos desfechos mais aguardados envolve o MDB, que realiza sua convenção no domingo a partir das 8h30. O partido está completamente rachado e a decisão, sobre manter o protagonismo com Gabriel Souza, ou optar pelo apoio a Eduardo Leite (PSDB), está nas mãos dos cerca de 500 convencionais. O resultado é considerado uma incógnita, até porque lideranças das alas distintas do partido seguem fazendo suas articulações. A tendência atual, no entanto, é de que a adesão à chapa de Leite seja o caminho escolhido, o que levará o MDB a entrar na campanha em frangalhos. 


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