Pressão sobre prefeitos

Pressão sobre prefeitos

Documento pulicado pela Frente Nacional de Prefeitos recomendou a adoção de medidas mais restritivas

Mauren Xavier (interina)

Fechamento do comércio afetou diretamente a arrecadação dos municípios

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A Frente Nacional de Prefeitos recomendou que, diante do cenário crítico da pandemia no país, os gestores municipais deveriam adotar medidas importantes de restrição da circulação e que “avaliem a decretação de lockdown”. O documento diz que o momento “exige posições firmes para proteger a vida”. A manifestação é feita diante das críticas que medidas mais restritivas têm recebido, em especial no âmbito federal, e pela presença de outras variantes.

O documento, com alto poder simbólico, aumenta a pressão sobre os prefeitos sobre as ações em seus municípios. Os mesmos gestores que têm recebido muita pressão, em especial, pelos segmentos que defendem flexibilizações.

Além disso, a tendência é que a responsabilidade dos prefeitos aumente ainda mais com a retomada da cogestão, no Modelo de Distanciamento Controlado, do governo estadual, na próxima semana. Isso porque os números da crise no Estado ainda não deram trégua. Em outras palavras, o panorama da pandemia no Rio Grande do Sul não está bem melhor do que há duas semanas atrás, quando o governador Eduardo Leite anunciou a suspensão da cogestão.

Ontem, na atualização da situação da pandemia, todos os 11 indicadores monitorados com relação à velocidade de propagação do coronavírus e à capacidade de atendimento hospitalar tiveram piora na semana. Assim, parece pouco provável que haverá uma mudança radical nos próximos dias, quando a cogestão passará a vigorar novamente e os prefeitos vão poder decidir flexibilizar mais.

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