Clubes da Itália chegam a acerto sobre redução de salários, mas jogadores não aceitam
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Clubes da Itália chegam a acerto sobre redução de salários, mas jogadores não aceitam

Sindicato considera "inadmissível” a proposta que pode reduzir em um terço da remuneração anual bruta

AFP

Clubes acertaram redução de salário, mas sindicato dos jogadores considerou "inadmissível" a proposta

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Os clubes do campeonato italiano, parados desde 9 de março devido à pandemia do novo coronavírus, chegaram a um acordo para reduzir os salários dos jogadores com o objetivo de enfrentar a crise, anunciou hoje a Liga Italiana de Futebol. De acordo com este contrato, espera-se uma redução de "um terço da remuneração anual bruta" dos jogadores em caso de cancelamento definitivo da temporada. Se o campeonato recomeçar, a redução seria de "um sexto da remuneração bruta anual".

No entanto, os clubes ainda não chegaram a um acordo com os jogadores, que renunciariam a um montante equivalente a entre dois e quatro meses de salário. À noite, o Sindicato dos Jogadores Profissionais (AIC) denunciou que o acordo era "inadmissível".

"A vontade apenas dissimulada de responsabilizar os jogadores por eventuais danos econômicos causados por uma situação de crise leva à reflexão sobre a credibilidade daqueles que devem apoiar o mundo do futebol nesses tempos difíceis", criticou o sindicato em um comunicado.

A decisão foi tomada por todos os clubes da Serie A, com exceção da Juventus, que já havia entrado em um acordo há alguns dias com seus jogadores e treinadores por uma redução no valor de "90 milhões de euros no orçamento de 2019-2020".

A Lega Nazionale, que se reuniu nesta segunda-feira por videoconferência, repetiu sua "vontade de concluir a temporada e retomar os jogos, sem correr riscos, apenas quando as condições sanitárias e as decisões do governo permitirem".


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