Cuba não pode cobrar por sua participação no II Clássico Mundial de Beisebol, realizado nos Estados Unidos, devido ao embargo imposto pelos americanos, afirmou nesta terça-feira Tomás Herrera, dirigente do Instituto de Deportes (INDER) estatal, em entrevista à imprensa."Ainda não repassaram o dinheiro à equipe cubana por participar do evento", explicou. Ele disse não saber o montante mas que, segundo as normas do evento, Cuba deveria cobrar 300 mil dólares por estar presente na primeira fase (50% para os jogadores e o restante para a Federação), outros 300 mil por liderar seu grupo e 400 mil por competir na segunda fase, totalizando um milhão de dólares.
No I Clássico Mundial de Beisebol, cabia a Cuba 7% do lucro do campeonato por ter ficado em segundo lugar, mas ante a impossibilidade de cobrar, devido ao embargo, o governo de Havana decidiu doar o dinheiro para as vítimas do furacão Katrina nos Estados Unidos. As medidas restritivas em vigor desde 1962 incidem também sobre o esporte e seu desenvolvimento.
A velocista aposentada Ana Fidelia Quirot, subcampeã olímpica e rainha mundial, disse que "entre 2002 e 2009, os Estados Unidos negaram vistos a 32 delegações cubanas e a 117 pessoas, entre treinadores, esportistas e pessoal técnico".
Cuba não pode cobrar participação em mundial de beisebol devido a embargo americano
País deveria receber um milhão de dólares, segundo normas do evento