Abatimento de Coudet preocupa a direção do Inter

Abatimento de Coudet preocupa a direção do Inter

Dirigentes não cogitam dispensa do técnico argentino

Fabrício Falkowski

Abatimento de Coudet preocupa a direção do Inter

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O abatimento demonstrado por Eduardo Coudet nos últimos dias, principalmente após a derrota no Gre-Nal da Libertadores, há dez dias, assustou os dirigentes colorados. O técnico não demonstra a energia dos primeiros tempos no Beira-Rio, nem o vigor que exibia mesmo após os piores reveses, inclusive em clássicos.

Neste momento, o presidente Marcelo Medeiros não cogita a dispensa do argentino, tido como um profissional trabalhador e de grandes qualidades, mas a situação pode se alterar em caso de nova derrota diante do Grêmio, neste sábado, na Arena, pelo Brasileirão.

Isso porque há um outro ingrediente importante. Quando foram à Argentina contratar Coudet, os dirigentes colorados ofereceram um tipo de contrato que desse segurança ao técnico, que rescindiu um contrato vigente com o Racing e trocou de país, se mudando de Buenos Aires para Porto Alegre. O treinador tem vínculo com o Inter até dezembro de 2021. Nos primeiros 12 meses de contrato, a parte que ocasionar a rescisão tem que indenizar a outra em um valor igual ao que o técnico receberia até o final do vínculo. Segundo estimativas, esse valor ultrapassaria os R$ 14 milhões. Ou seja, até dezembro, se Coudet pedir demissão, terá que pagar esse valor ao Inter. O mesmo vale para o caso contrario, se o clube quiser demitir o técnico.

A partir de janeiro, a cláusula rescisória cai para patamares normais. Em caso de saída, a parte que deu causa indeniza a outra em um valor proporcional a dois meses de salário do treinador e de sua comissão técnica. De qualquer forma, o presidente Marcelo Medeiros garante a pessoas próximas que se colocará ao lado do alquebrado Coudet para ajudá-lo a superar a fase ruim. Em contrapartida, espera que ele pare de reclamar do “grupo curto” em cada uma de suas entrevistas. Esse tipo de fala desagrada aos dirigentes e, principalmente, ao próprio grupo de jogadores − independentemente de ser ou não verdade.

Coudet, além de referir sistematicamente à baixa qualidade do grupo, também confirmou que sentiu a saída de Alessandro Barcellos da vice-presidência de futebol, outro ponto que constrange os atuais dirigentes. Ou seja, além de vencer o Gre-Nal, Coudet precisa medir melhor as palavras para seguir trabalhando com tranquilidade no Inter, pelo menos até o final da temporada, em fevereiro.


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