Abel Braga se despede do Inter, elogia grupo e fala em legado

Abel Braga se despede do Inter, elogia grupo e fala em legado

Técnico criticou arbitragem no empate com o Corinthians e relata dor no vestiário com vice do Brasileirão

Correio do Povo

Abel Braga encerrou sua sétima passagem pelo Inter com vice-campeonato do Brasileirão

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“Foram só lágrimas depois da partida no vestiário.” Com essa frase, Abel Braga, o técnico que mais dirigiu o Inter na história do clube iniciou a sua entrevista coletiva após o empate que culminou com o vice-campeonato do Brasileirão, após o empate em 0 a 0 com o Corinthians, na noite desta quinta-feira. Ao longo dos quase 20 minutos seguintes, ele indicou o fim de sua sétima passagem no Beira-Rio e destacou o legado que deixou, com mais jovens no grupo. 

Para o técnico, “não faltou nada” para o Inter ser campeão. Ele elogiou o grupo, as opções e a entrega em campo. Lamentou, contudo, a arbitragem. Sem ser enfático, elencou o que considerou erros de Wilton Sampaio Pereira no jogo contra o Corinthians. “Vê o pênalti a favor do Flamengo contra o Grêmio”, citou Abel, em lance bastante semelhante ao que ocorreu no Beira-Rio. “O que é preocupante são dois detalhes. Depois se aquela situação não foi pênalti, a gente poderia seguir com a bola. Ele tinha que deixar seguir e parou logo a jogada”, reclamou. 

Em seguida, o técnico citou outro lance – a falta em Cássio, quando um gol do Inter foi anulado. “Já ficou provado nas imagens. A bola que o Cássio soltou, ele apitou antes. Marcou falta. Falta de quem? É duro, porque houve uma entrega absurda, anormal, fantástica dos jogadores. Uma equipe que jogou muito bem.”

Adeus e até breve

Abel, então, foi questionado sobre se esse foi seu último jogo pelo Inter: “Tivemos uma primeira conversa que não teve um fim ainda, porque foi antes do jogo do Bahia, na primeira vez que o presidente e o Patrício viajavam. Aquilo ficou decidido que eu ficava até o dia 25. Se até hoje não teve qualquer tipo de mudança, com certeza para mim foi o último jogo”. O treinador garantiu que sai deixando amigos, entre eles o presidente Alessandro Barcellos e o vice de futebol, João Patrício Hermann: “Essa relação, com o tempo, iria aumentar mais ainda. Mas fica o sentimento real que são pessoas muito do bem”, disse ele, desejando sorte “a quem vier” – que deve ser o técnico espanhol Miguel Ángel Ramírez.

“Saio dando um até breve, até logo. Não sei. Futebol a gente nunca sabe o futuro. Não sabemos o que vai acontecer amanhã. Fica o legado”, complementou, definindo como legado a consciência do grupo do tamanho do Inter e os jovens que ajudou a firmar no grupo principal: “Eles têm uma noção até maior do tamanho deste clube. Com esses jogadores que o Inter vai conseguir melhorar no aspecto financeiro, porque a solução de qualquer clube é isso”.

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