Coudet é convicção e esperança do Inter

Coudet é convicção e esperança do Inter

Contratação do técnico depende de acerto ainda não sacramentado em Buenos Aires

Fabrício Falkowski

Coudet é a convicção colorada

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O Inter tem a convicção de que Eduardo Coudet é o melhor técnico possível para assumir o comando do time. E possui também a esperança de contar com ele a partir de janeiro. Mas, além da convicção e da esperança, não sobra nada.

Não há um documento assinado, nem mesmo uma promessa de Coudet de que virá para Porto Alegre agora ou em dezembro. Enquanto isso, em um limbo, sem uma efetivação explícita, nem mesmo até o final da temporada, Ricardo Colbachini segue no comando do Inter sem prazo de validade.

O clube enviou três dirigentes, entre os quais o principal comandante do departamento de futebol, o vice-presidente Roberto Melo, no começo da semana a Buenos Aires para tentar convencer Coudet a abandonar o Racing em plena temporada argentina. Depois de rodadas de conversa, o máximo que conseguiram arrancar foi um tipo de “preferência” informal para ser usada em uma negociação futura.

Segundo o executivo Rodrigo Caetano, que concedeu entrevista após a vitória sobre o Avaí, na noite de quinta-feira, o técnico gostou do projeto do Inter, mas declinou do convite (pelo menos por hora). Porém, nem ele nem o próprio Coudet, em entrevista em Buenos Aires, foram enfáticos ao negar a possibilidade de um encontro no futuro, possivelmente em dezembro.

O acerto futuro, entretanto, também está incerto. Ele depende de como estará o Racing e, principalmente, qual será a condição do Inter para 2020. A principal variável é a possibilidade ou não de disputar a Libertadores. O Racing é o primeiro argentino a carimbar uma vaga na competição. Já o Inter luta pela sua e, neste momento, ocupa a última posição no G-6 do Brasileirão.

Na Argentina, a imprensa já trata da busca por parte do Racing de um possível substituto de Coudet. Já há, inclusive, nomes sendo especulados. Em Porto Alegre, os dirigentes analisam o trabalho de Colbachini. Se perceberem que o time está reagindo, ganha sobrevida. Caso contrário, poderá ser substituído por um “tampão” a qualquer hora.

A amostragem, porém, é ruim. Apesar da vitória sobre o Avaí, o time teve uma apresentação sofrível. Mesmo com um jogador a mais desde o terceiro minuto de partida, cedeu espaços e permitiu que o Avaí tivesse uma série de chances. A equipe catarinense, já virtualmente rebaixada, só não marcou o gol porque esbarrou em outra grande atuação de Marcelo Lomba.


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